O que eu não faço até chegar na Fênix Negra…

Se X-Men: O Filme era equilibrado por durar 104 minutos, X-Men 2 dá a sensação que durou demais por ter 123 minutos. Não é exatamente o caso de achar esse filme ruim, mas sim de ser um pouco cansativo na repetição de determinadas estratégias narrativas. E mesmo com o plot twist clássico dos quadrinhos no final do filme.

 

 

Tudo é uma questão de aceitação da filosofia pacifista…

 

 

Me incomoda um pouco ver que o time dos X-Men beira à ingenuidade, enquanto que os vilões sempre são mais espertos e, aparentemente, potencialmente mais poderosos e perigosos. Tudo bem, os planos do vilão dessa vez foram bem mais elaborados. Porém, com dois mutantes que são capazes de ler a mente de qualquer pessoa no planeta Terra, e não são capazes de ler absolutamente nada do que alguns dos seus adversários próximos a eles estão planejando?

Mesmo quando o capacete cafona não está na cabeça?

Mas… tudo bem. Os mutantes do Professor Xavier são pacifistas. Não querem apelar para a violência, e preferem receber o primeiro tiro ou sofrer o primeiro golpe. Faz parte de uma filosofia de vida. Ou eu me acostumo a isso, ou eu vou me incomodar ainda mais daqui para frente.

Distribuir o protagonismo da história para outros personagens que não se chamam Wolverine foi uma boa sacada. Só não esperava ver Vampira virar uma coadjuvante completa, especialmente pelo fato dela ter um elevado poder ao seu lado. Por outro lado, colocar os jovens mutantes como parte do centro da ação pode ser uma boa porta para o futuro, além de criar um ponto de conexão com o público mais jovem.

 

 

Um filme que dura mais do que o necessário. Mas só um pouco…

 

 

Não podemos falar nada da parte de produção de X-Men 2. Tudo é muito bem feito (para um filme de 2003), com uma estética visual que chama a atenção, e altamente imersiva. Entendo que, nesse aspecto, a 20th Century Fox sempre mandou muito bem, e a Marvel não teria do que reclamar nesse aspecto (exceto é claro no reboot de Quarteto Fantástico, que é um dos piores filmes que eu vi em toda a minha vida).

O que realmente me incomodou dessa vez no filme de Bryan Singer foram algumas decisões narrativas que são realmente desnecessárias. Até compreendo que é algo positivo mostrar que Logan possui traços de humanidade, senso de humor e interesses afetivos explícitos por Jean Grey. Por outro lado, é um filme que dura mais do que deveria até mesmo por gastar tempo nessas subtramas.

Também é divertido fazer de Magneto um discreto alívio cômico. Mas certas viradas de argumento que se aplicaram à ele e ao Professor Xavier deixaram o filme mais longo do que o desejado. Bom, pelo menos 30 minutos do filme poderiam ser evitados.

Mas X-Men 2 não é um filme ruim. Talvez deixa um pouco a desejar em alguns aspectos que até não comprometem o resultado final. Deixa um cenário muito interessante para o confronto final, mas como sinceramente o meu cérebro não registra como foi esse filme, eu temo me decepcionar profundamente com o que vou assistir.

Enfim… já que estou aqui, vamos em frente. X- Men 3: O Confronto Final é o próximo.