liga da justiça

Liga da Justiça é um filme que divide opiniões. Amado por alguns, odiado por outros. Mas parece ser um consenso que o filme teve uma fase de produção bem problemática.

E… pobre Zack Snyder… teve que enfrentar três vilões durante o processo:

1. Os executivos da Warner
2. A potencial fusão com a AT&T
3. O tempo

Liga da Justiça virou o Frankenstein que muitos criticam por causa desses três vilões que listei acima, e pela evolução de outros fatores.

Zack Snyder e sua esposa receberam total liberdade criativa para produzir uma nova trilogia sobre Superman, com a mesma dinâmica que Christopher Nolan e Emma Thomas desenvolveram a sua trilogia com Batman.

Porem, tinha uma Marvel no meio do caminho, fazendo sucesso com Os Vingadores, além da abordagem que Snyder teve com Homem de Aço.

Isso fez com que a sequência desse filme já fosse Batman vs Superman: A Origem da Justiça e, mesmo com Snyder recebendo toda a liberdade do mundo, o resultado nas bilheterias não foi o que a Warner esperava. Porém, naquele momento, Liga da Justiça já havia iniciado a sua produção.

A pressão de vários executivos da Warner foi para que demitissem Snyder, em defesa de uma mudança criativa completa, com um tom mais leve e menos escuro. No meio do caminho, Mulher-Maravilha foi um sucesso de bilheteria, o que justificava a petição.

Snyder seguiu no posto, mas a Warner contratou Joss Whedon como roteirista auxiliar para polir e agregar cenas que dessem mais agilidade e simpatia ao filme.

As ideias de Whedon foram aceitas com entusiasmo pelo estúdio, marcando ainda mais a distância do estúdio com Snyder. A tragégia familiar com sua filha fez com que Zack abandonasse o processo de pós-produção.

Whedon assumiu o posto de diretor para completar o filme, mas com maior liberdade criativa e com autorização da Warner para deixar o filme mais próximo possível das bilheterias. Várias cenas foram regravadas, e a data de estreia foi mantida.

A prova que o Liga da Justiça é um filme inacabado está na péssima qualidade dos seus efeitos visuais.

Mas o mais curioso é ver que um dos fatores nada tem a ver com o filme, mas sim com o bônus generoso que os executivos poderiam obter com a potencial aquisição da AT&T, impulsionado pelas receitas de bilheteria que Liga da Justiça poderia obter.

Mudar a data de estreia de Liga da Justiça poderia ter afetado o processo de fusão da Warner e AT&T, e um sucesso de bilheteria poderia dar força ao negócio.

Kevin Tsujihara, CEO da Warner BROS, E Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Pictures, queriam preservar seus bônus de fusão, e eles estavam preocupados com a estreia do filme. Adiar a estreia significaria transferir o bônus para o ano seguinte.

O ideal seria mesmo adiar a estreia de Liga da Justiça, para dar tempo a Whedon para realizar um bom trabalho de pós produção. No final das contas, o resultado final do filme é, em boa parte, culpa dos próprios executivos da Warner.

Em partes, Snyder e Whedon foram vítimas da ganância deles.

 

Via The Wrap