Mais um MTV Video Music Awards. Mais uma apresentação especial do antigo canal musical, mas que hoje é o canal dos millennials. Em um evento que tenta fugir da baixa audiência dos últimos anos escapando da cerimônia dominical, a edição 2018 do VMAs ainda se vê como uma celebração musical e de cultura pop para um público que hoje vê os seus artistas no YouTube e não na tela da TV.

Nesse post, temos um resumo do MTV Video Music Awards 2018, com os principais lances do evento.

 

 

O evento começou com uma performance “molhada” de Shawn Mendes, quase que demonstrando ser uma metáfora de como estavam as suas fãs depois de sua apresentação. Kevin Hart e Tiffany Haddish abriram a entrega de prêmios, com as tradicionais piadas com celebridades, programas da MTV, política, racismo e Fifth Harmony (com a ajuda de Camila Cabello).

 

 

E, tudo bem que a Nicki Minaj venceu o prêmio de Melhor Videoclipe de Hip-Hop. Mas o que ela fez questão é que todos garantissem uma ótima visão de sua bunda. Não escondeu nada de ninguém, e gostamos disso! E é bom ter uma amiga como Ariana Grande para te ajudar a subir as escadas para receber um prêmio quando você usa um vestido enorme e totalmente transparente.

 

 

Para quem não sabe, o namorado de Ariana Grande é o comediante Pete Davidson, membro do elenco fixo do humorístico Saturday Night Live. Por isso (também) ele foi focalizado várias vezes durante a premiação.

Uma das boas coisas do VMAs é que, apesar de ser um evento para a geração millennial, ainda é possível descobrir novas músicas muito boas no evento. “One Day”, de Logic com Ryan Tedder é, realmente, uma baita musica!

E nem dá para acreditar que algo próximo ao rock de verdade está de volta ao palco do VMAs. Panic at the Disco é o que podemos chamar de mais próximo de rock que se apresentou no evento principal da premiação da MTV nos últimos anos (não… eu não considero Lorde como rock…) e, mesmo assim, com algumas ressalvas.

Post Malone pode ser um desconhecido para mim, mas foi uma das pessoas mais exibidas pelas câmeras da MTV na noite. Logo, não é surpresa ver ele vencer o prêmio de Canção do Ano.

…e como Nicki Minaj não se contenta com pouco, não apenas fez performance no VMAs fora do Radio City Music Hall, como teve direito a helicóptero garantindo o seu deslocamento para o local, com a palavra QUEEN em dourado na porta, e um palco digno de uma rainha, como ela se auto denomina nesse momento. What’s Good, Nicki?

Eu podia jurar que Jennifer Lopez venceria o primeiro prêmio para Melhor Videoclipe Latino da história dos VMAs, mas quem venceu foi o J Balvin, em uma das baladas que embalaram as pistas. Aliás, a MTV sacou que a música latina está forte em todo o mundo por causa do fenômeno Despacito, e quer surfar na mesma onda que a internet está surfando a algum tempo.

 

 

Jennifer Lopez recebeu o prêmio Michael Jackson Vídeo de Vanguarda. E deu o seu show, com um hit atrás do outro. Ela até ressuscitou o “finado” Ja Rule, que ninguém mais se lembrava onde estava nesse mundão de meu Deus. E, sério: deveriam receber prêmios os dançarinos que contam com a honra e o privilégio de ter a autorização de J-Lo para passarem a mão na bunda dela durante uma performance.

 

 

“Quando as pessoas me diziam ‘você se esforça muito, você só pode fazer uma dessas coisas’, eu sempre dizia ‘por que não?’, e tive que fazer minhas próprias escolhas, traçando o meu próprio caminho. E sempre trabalhando muito. (…) Eu sabia que tinha que ser maior, ser mais forte. (…) e hoje, eu estou aqui, mais forte do que nunca. E hoje eu sei que o futuro é muito maior do que jamais imaginei que poderia ser, por causa de vocês.” – Jennifer Lopez

 

 

Ariana Grande levou as fortes mulheres da sua vida para o palco do VMA após a sua performance. E Camila Cabello venceu como Artista do Ano. E é nessa hora que pensamos que o shade contra ela feito pelo pessoal do Fifth Harmony não deu em nada. Ou melhor, um Astronauta de Prata para a Camis Hair.

 

 

Cardi B venceu um dos prêmios mais importantes da noite, o de Artista Revelação do Ano. Era esperado. Uma das artistas mais faladas do ano passado, e com um álbum de estreia arrebatador. Sem falar na treta com Nicki Minaj, que ajudou um bocado nessa projeção.

Quanto mais próximo do fim, o MTV VMA 2018 foi se apressando em entregar os prêmios que faltam. Como o ápice do show foi a homenagem para Jennifer Lopez, tudo estava se resumindo a anunciar os vencedores que ainda não foram mencionados na premiação, com alguma surpresa para o final, onde sabemos que envolve Madonna e Aerosmith.

Entendo que Childish Gambino venceu o prêmio mais importante que ele poderia vencer na noite, que é o vídeo de Luta Contra o Sistema, com This Is America (que já havia vencido outros dois prêmios, com Melhor Direção e Melhor Coreografia). É o vídeo mais forte do ano, o que mais gerou boom nas redes sociais, e levantou olhos para a discussão sobre o quão duro é o cenário do racismo nos Estados Unidos.

 

 

E, de forma surpreendente, a MTV homenageou no VMA a inesquecível Aretha Franklin, que faleceu recentemente. Um ícone da música, que foi representada e homenageada por ninguém menos que Madonna, que completou 60 anos no mesmo dia em que ela faleceu.

 

 

E Camila Cabello levou o prêmio de Melhor Videoclipe do Ano com “Havana”. Mesmo entendendo que Childish Gamino merecia vencer muito mais (por diversos motivos), entendo que é o momento da menina Camis Hair no mundo da música. Depois de ser ejetada da Fifth Harmony no palco do próprio VMAs, as vitórias na noite são a redenção perfeita.

E a noite terminou com Post Malone, um cara que – de novo – muitos não conheciam (inclusive eu), mas que abriu as portas da sua performance para uma lendária banda: Aerosmith. Não sei se para a internet como a MTV queria, mas é sempre bom ter rock de verdade no palco de um VMA novamente.

 

 

Foi um MTV VMA 2018 meio morno, sem as tretas dos anos anteriores e muito mais “paz e amor” do que poderíamos imaginar. Será que a MTV conseguiu recuperar um pouco da audiência da premiação? Ou ninguém deu a mínima de novo?

Vamos descobrir em breve.

E, em 2019, estou aqui de novo para cobrir o VMA. Se a minha agenda deixar, é claro!