Definitivamente, nada nessa vida é por acaso.

Ontem (3) à noite, eu estava em casa, tranquilo, vendo alguns filmes, quando decidi por obra do mero acaso assistir ao filme “Chega de Saudade”, de Laís Bodanzky. Obviamente, observei nos créditos que a atriz Tônia Carrero estava no elenco.

O horário em que comecei a assistir ao filme? Aproximadamente 22h30. Casualmente.

Como eu estava offline (sim, eu consigo fazer isso quando eu decido aproveitar um pouco a vida), eu não li as notícias sobre o seu falecimento, e nem sabia do horário da morte. Mas, inconscientemente, prestei a minha “homenagem” para uma das mais bem sucedidas atrizes brasileiras de todos os tempos.

Aos 95 anos, em decorrência de uma parada cardíaca durante um procedimento cirúrgico, decidiu virar estrela no céu Tônia Carrero. Na verdade, ela só mudou o lugar onde decidiu brilhar. Porque aqui, na Terra, entre os meros mortais, ela brilhou demais.

Dona de um currículo invejável e de uma capacidade de interpretação rara, Tônia Carrero fez escola, e marcou época em um mundo televisivo onde, em seu tempo, os talentos genuínos da dramaturgia se faziam visíveis de forma plena.

No teatro, Tônia encenou algumas das mais importantes e complexas peças da história, e na televisão, teve participação marcante nas novelas da Rede Globo. Foram 54 peças, 19 filmes e 15 novelas na sua trajetória. Com uma elegância peculiar e classe fora do comum, recebeu de muitos adjetivos honrosos, sendo assim considerada uma das damas da interpretação brasileira.

É uma pena que o Brasil perde mais um dos seus grandes talentos. É uma pena que vamos ficar sem o talento de Tônia Carrero.

Porém, também é uma alegria ter no céu alguém que vai olhar para os talentos que ficaram, protegendo aqueles que vão seguir com suas jornadas nos palcos e diante das câmeras.

Feliz o povo que pode dizer que teve a honra de ver o talento de Tônia Carreiro.