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The Deuce (HBO), nova série de David Simon (The Wire, Treme) e George Pelecanos, mostra a incipiente indústria do cinema pornô norte-americano em Nova York.

A HBO sabe que tem nas mãos uma série que chama a atenção por si. Mas não só o enredo ou os diretores, mas também o seu elenco.

The Deuce é centrada nos irmãos gêmeos Vincent e Frankie Martino (James Franco). Vinnie é dono de um bar em Nova York com problemas financeiros e ameaçado pela máfia por conta das dívidas de jogo do seu irmão. Os dois conhecem as prostitutas locais, entre elas, Candy (Maggie Gyllenhaal), que decidiu ser independente.

 

 

O primeiro episódio apresenta uma dezena de personagens que se destacam: há quem procura as jovens recém chegadas na cidade para colocá-las diretamente na prostituição, os policiais que patrulham as ruas, as estudantes universitárias arrastadas para as drogas, entre outras áreas de interesse.

The Deuce começa explorando esse mundo tão característico e meticuloso. Tem um roteiro bem escrito, um bom manejo do tempo, uma realização precisa. Tudo o que podemos esperar de uma série da HBO.

Porém, alguma coisa falha nessa série.

 

 

Uma vez terminado o piloto de The Deuce (quase 1h20 de duração… por que, senhor?), a história não convence para seguir acompanhando. E esse é um problema de outras séries. American Gods padeceu do mesmo problema nessa temporada, só começando a apresentar sua trama a partir do quarto episódio. Porém, a série de Fuller é simplesmente viciante.

Mas o problema não aquilo que eles contam, ainda mais levando em conta o interesse das pessoas. The Deuce falha em contar o seu entorno, e só intui sobre o que os seus protagonistas podem fazer. Mesmo com uma Nova York dos anos 70 tão densa.

 

 

The Deuce tem um piloto tecnicamente impecável, com pouco a se dizer sobre o que um piloto de uma série deve entregar. Logo, não é uma série ruim, mas que não chama a atenção no seu começo.

Aqui, passa a ser a missão de cada espectador colocar na balança o que a série tem a oferecer, e o quanto tempo estamos dispostos a dar. Para muitos, será muita paciência o que a série vai pedir. A margem de melhora é responsabilidade dos seus envolvidos.