The Crown

The Crown estreia a sua segunda temporada no dia 8 de dezembro, e segue com sua missão de sintetizar da melhor forma possível a vida da rainha Elizabeth II da Inglaterra.

O duelo da nova monarca com a velha guarda britânica deu a tônica da série na sua primeira temporada, e a ideia aqui é seguir dividindo a vida da rainha em décadas para cada temporada. Já vimos os eventos entre a crise do Canal de Suez em 1956 até o escândalo que resultou na queda do primeiro ministro Harold Macmilland, em 1963.

A segunda temporada segue mostrando o cenário global e doméstico envolvendo Elizabeth II e o Reino UNido, um dos países mais relevantes nos aspectos social e político durante o século XX.

 

 

Uma curiosidade sobre a estrutura da segunda temporada de The Crown é o uso dos saltos temporais na apresentação da trama. Primeiro, mostra o que acontece, para depois mostrar os antecedentes que levaram a aquele momento, adicionando uma série de informações para que o espectador reinterprete o que viu no começo.

Nesses saltos temporais, é possível ver o ponto de vista de cada um dos protagonistas, de acordo com as suas respectivas perspectivas, em relação ao mesmo cenário que vemos na tela.

Claire Foy segue como a alma de The Crown, deixando a missão de sua futura substituta cada vez mais complicada (dizem que será Olivia Colman). Mas isso é problema para uma hipotética terceira temporada. O carisma e a competência de Foy são suficientes para que a série toda recaia sobre seus ombros, onde vemos uma mulher forte e independente, mas em muitas vezes em seu ar mais vulnerável.

O casamento entre Elizabeth e Phillipe (Matt Smith) terá um foco importante, mostrando o choque de personalidades entre a melhor preparada para ser a líder da nobreza britânica e o homem inquieto e extrovertido. Uma dualidade que fatalmente mostra suas próprias crises.

 

 

Mas também veremos outras figuras importantes na realeza, como a princesa Margareth (Vanessa Kirby) e o Duque de Windsor (Alex Hennings), além de um toque de drama político e social, típicos de uma monarquia democrática. Não faltarão episódios quase exclusivamente dedicados a um dos personagens do micro-verso do poder britânico.

A segunda temporada de The Crown tende a manter o nível técnico no roteiro, produção e direção. É o projeto mais ambicioso da Netflix nesse momento. Ainda que apresente algumas tramas que não funcionam, a segunda temporada da série deve entregar 10 episódios superiores em relação à primeira. Uma mostra da melhor forma de combinar o drama político-histórico com as intigas da realeza britânica.

The Crown: mais do que recomendada para maratona de final de ano.