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Simon Cowell segue ditando suas regras na TV norte-americana

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Simon Cowell. Se pararmos para pensar, esse cara está em uma bancada de jurados de algum reality competition desde 2001, e vai ficar no ar até 2019, pelo menos!

Ele acabou de renovar por mais três temporadas o seu contrato com a NBC, garantindo assim a sua permanência como um dos jurados do programa cujo conceito ele ajudou a criar, o America’s Got Talent.

Nada mais justo e óbvio, se levarmos em consideração que estamos falando do reality competition mais visto da summer season.

E Simon Cowell não é nada bobo.

 

Simon Cowell capitalizando

Todo mundo sabe que esse moço só enxerga duas coisas na frente dele: dinheiro e oportunidades para ganhar dinheiro.

Logo, por que você sairia de um dos programas mais vistos do ano, com longevidade garantida, e do qual você recebe participação nos lucros por ser o co-criador do programa?

Logo, como coerência é o sobrenome de Simon, ele permanece em America’s Got Talent por mais três temporadas, engordando sua conta bancária.

Nada mais justo.

 

NBC capitalizando

O canal do pavão sabe que as pessoas amam odiar Simon Cowell. É uma relação que já dura quase 20 anos, e que não deve mudar tão cedo. Nem pode.

Por isso, mexer em time que está ganhando (e ganhando muita audiência) seria suicídio.

Ainda mais depois da temporada em que America’s Got Talent registrou a sua maior audiência média das últimas cinco temporadas.

E justo no ano em que Cowell desembarca na bancada de jurados.

Coincidência? Estou duvidando.

 

Enfim, a 12ª temporada de America’s Got Talent estreia na NBC na próxima summer season. E com Simon Cowell mais que garantido.

Bancada de jurados da 11ª temporada de America’s Got Talent está definida

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NBCUNIVERSAL EVENTS -- NBCUniversal Summer Press Day, April 2015 -- "America's Got Talent" -- Pictured: (l-r) Nick Cannon, Host; Mel B, Judge; Heidi Klum, Judge; Howie Mandel, Judge -- (Photo by: Paul Drinkwater/NBC)

A NBC confirmou que Howie Mandel, Mel B e Heidi Klum voltam para a bancada de jurados da 11ª temporada de America’s Got Talent. Eles se juntam ao ex-mentor de American Idol e criador da franquia Got Talent, Simon Cowell, que substitui Howard Stern.

Além disso, o apresentador Nick Cannon volta a comandar a atração nos programas de performance ao vivo e de eliminação.

Em comunicado, Simon Cowell diz que “não quero soar muito arrogante, mas eu posso dizer que nós somos o ‘quarteto fantástico’. Eu gosto dessa bancada porque eles são jogo duro. E agora, vamos encontrar um astro”.

Klum e Mel B retornam como juradas pela quarta vez, e Mandel vai assumir o posto pela sétima vez.

Jurados originais de American Idol voltarão para a temporada final

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Nem poderia ser diferente. Estamos falando da temporada final de American Idol (Fox).

Os três jurados originais do programa (Randy Jackson, Paula Abdul e Simon Cowell), que ajudaram a transformar o reality musical em um dos maiores fenômenos televisivos de todos os tempos, voltarão para a 15ª e última temporada do programa. Quem confirmou foi o apresentador de American Idol, Ryan Seacrest, em entrevista ao Access Hollywood.

Seacrest confirmou que já está acordado o retorno dos três e que tudo é uma questão sobre como isso será feito ao longo do programa.

A temporada final de American Idol estreia nos EUA no dia 6 de janeiro de 2016.

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Simon Cowell será jurado da 11ª temporada de America’s Got Talent

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A NBC confirmou que Simon Cowell será um dos jurados da 11ª temporada de America’s Got Talent, programada para estrear em 2016.

Cowell é criador do formato do show de talentos, e é amplamente conhecido depois de ser jurado das nove primeiras temporadas de American Idol (Fox). Simon criou o America’s Got Talent em 2006, e é jurado do Britain’s Got Talent desde a sua estreia, em 2007. Ele não participa de uma competição de talentos nos EUA desde a final de The X Factor US (Fox) em 2013.

A vaga na bancada de jurados de America’s Got Talent foi aberta quando Howard Stern decidiu sair do programa no final da 10ª temporada, depois de quatro anos consecutivos participando do programa.

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The X Factor USA pode voltar para a grade da Fox

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Estaria a Fox disposta a corrigir alguns dos seus erros? Pois é… o canal está negociando com Simon Cowell a volta de The X Factor USA, que foi cancelado em fevereiro de 2014.

A hipotética quarta temporada seria exibida em 2015, e segundo o jornal britânico The Mirror, ele estaria inclusive disposto a deixar a bancada de jurados da versão britânica para retornar para os Estados Unidos, para capitanear esse retorno. Os representantes da Fox não comentam o assunto.

Vale lembrar que o final da terceira temporada de The X Factor USA foi vista por apenas 6.2 milhões de telespectadores, com uma demo 18-49 anos de 1.7. A queda de audiência na final de um ano para outro foi de 36% e 45%, nos respectivos índices de audiência.

A versão americana sofreu diversas mudanças com o objetivo de atrair o público, como as saídas dos jurados Paula Abdul e Nicole Scherzinger e do apresentador Steve Jones na primeira temporada, e a adição de Britney Spears e Demi Lovato na segunda temporada.

Se Cowell deixar a versão britânica de The X Factor, será a segunda vez que ele fará isso. Se The X Factor voltar aos EUA, a nova temporada será exibida (muito provavelmente) no segundo semestre de 2015. Vamos aguardar os próximos acontecimentos.

NOTA: informamos que @edu_sacer foi encontrado babando, pelado e rodando a cueca na sala da casa dele ao tomar conhecimento dessa notícia.

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The X Factor UK estreia no Canal Sony no dia 9 de setembro

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O Canal Sony, através de sua conta no Twitter, informa que o reality The X Factor UK estreia no Brasil no dia 9 de setembro (terça-feira), às 22h30 (horário de Brasília). O programa marca a volta de Simon Cowell na TV brasileira, além de ser a primeira vez que o programa será exibido na TV brasileira (antes apenas o The X Factor USA foi exibido). Veja a seguir o teaser promocional do canal.

 

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A última do Simon Cowell: conseguiu vender um reality competition de boy bands latinas para o Univision

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Simon Cowell, esse moço aí da foto acima, que adora usar camisas com pelo menos três botões abertos, conseguiu vender um reality competition de boy bands latinas para o canal Univision.

“La Banda” vai buscar nos mercados dos EUA e América Latina a “boy band definitiva”, e vai ao ar em 2015. Apresentador e painel de jurados ainda não foram definidos. O grupo vencedor vai receber um contrato com a Sony Music Latin America e Syco Music – esta última é a mesma gravadora da boy band mais popular do momento, One Direction.

É a primeira venda de programa musical de Cowell desde o fim de The X Factor (Fox), que foi cancelado em janeiro de 2014.

Mesmo fora do ar na TV dos EUA pela primeira vez em mais de uma década, Cowell está nadando no dinheiro. A franquia Got Talent está em 63 países, e a franquia The X Factor, em 46.

Enfim… achei que vocês queriam saber dessa…

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The X Factor USA é cancelado pela Fox

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O canal Fox anunciou oficialmente o cancelamento do reality The X Factor USA, depois de três temporadas.

Os rumores sobre um possível fim do programa começaram antes mesmo do final da terceira temporada, com a demora da Fox em definir a renovação de The X Factor para uma quarta temporada. Se intensificaram com o anúncio da saída de Simon Cowell do programa (para fazer a versão britânica do mesmo reality), e agora, o seu cancelamento está confirmado.

Os números da terceira temporada explicam o cancelamento. O final da última temporada registrou apenas 6.2 milhões na audiência geral, e uma demo 18-49 anos de 1.7 (perdas de 36% e 45% respectivamente, em relação ao final da segunda temporada).

Além disso, o programa nunca criou um efetivo superastro nas suas primeiras temporadas, diferente de American Idol, que conseguiu emplacar Kelly Clarkson rapidamente, e Carrie Underwood, depois que se consolidou. Melanie Amaro, vencedora da primeira temporada, teve três singles sem sucesso, e o seu álbum de estreia sequer foi lançado. Tate Stevens, vencedor da segunda temporada, perdeu o seu contrato com a Sony, depois de vendas medíocres.

Outro fator para prejudicar a imagem de The X Factor junto ao público foram as grandes mudanças de mentores entre as temporadas. Nem mesmo Britney Spears conseguiu ajudar a levantar a audiência, que não via mais a credibilidade no programa.

The X Factor ao menos conseguiu entregar ao mercado os grupos Fifth Harmony e Emblem3, que contam com sucessos apenas medianos. Ainda não é possível dizer como será o futuro da dupla Alex & Sierra, que estão em estúdio gravando o seu álbum de estreia.

Por fim, a última pá de cal em The X Factor é o sucesso (relativo) da atual temporada de American Idol, que depois do desastre da temporada anterior, consegue se recuperar, com audiências consistentes na atual temporada.

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Simon Cowell afirma que The X-Factor será renovada

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Os temores sobre a não renovação do reality musical da Fox são infundados. Pelo menos é o que afirma Simon Cowell, produtor e jurado do programa.

“O programa voltará ano que vem”, afirmou Simon em entrevista nessa segunda-feira (16). A Fox ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mas é provável que The X-Factor realmente seja renovada para a próxima temporada, com uma ligeira mudança no formato: ao invés de 3 horas semanais, o programa passaria a ter 2 horas semanais, especialmente depois das audições.

Sobre a atual edição do programa, Simon disse “O programa começou ok. A fase da seleção das quatro cadeiras foi incrível. O começo dos shows ao vivo foi ok. E as duas últimas semanas foram fantásticas!”.

Finalmente, o produtor se mostrou satisfeito com o desempenho dos artistas nessa edição. “Como uma série, particularmente por causa dos talentos e pelo que Alex & Sierra conseguiram no iTunes nas últimas semanas, acredito que o programa atingiu seu objetivo principal, que era encontrar uma estrela”.

A apresentação do Top 3 do The X-Factor acontece nesta quarta-feira (18) e o vencedor da atual temporada do programa será revelado nesta quinta-feira (19). No Brasil, o Canal Sony vai exibir as fases finais do programa nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, incluindo a final ao vivo, com transmissão simultânea com os EUA.

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…e deu “M” no episódio de The X Factor USA de ontem (sem trocadilhos)

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Pense na seguinte situação: você tem um reality musical que precisa se firmar na grade da Fox, já vem de episódios onde as audiências foram as mais baixas da temporada, e uma jurada que não só comete erros de escolha (baseados até em critérios étnicos, dizem alguns), mas também gafes homéricas. Do que mais você está precisando? Que a Fox exiba os números de votação ERRADOS!

Pois é… foi exatamente isso o que aconteceu com The X Factor USA na noite de ontem (06).

Explicando o que aconteceu (para quem não viu): o sistema de exibição de gráficos (o gerador de caracteres da tela) cometeu um dos erros mais bizarros da história dos reality shows, exibindo números incorretos de votação para o telefone na tela durante a recapitulação das performances no final do episódio de ontem.

Para garantir a isenção dos resultados (que seriam revelados no programa de hoje, quinta-feira, 07 de novembro de 2013), cada um dos candidatos que formam o Top 13 do programa terão que cantar as suas músicas destinadas ao “Save Me”, como uma segunda performance valendo para a votação, no lugar das performances destinadas ao programa de eliminação.

Para completar, parte do programa (de 1h de duração) será ocupado para a promoção do CD de estreia da vencedora da primeira temporada do The X Factor USA, Melanie Amaro. Ou seja, mais corrido, impossível.

Os resultados dos votos computados pelas performances de hoje serão revelados no começo do programa da próxima quarta-feira (13), onde só aí teremos o primeiro eliminado, estabelecendo assim o Top 12, que apresentarão os hits da década de 1980.

Em resumo: por causa do erro gráfico da Fox, ninguém será eliminado no programa de hoje. Todos vão se preparar durante uma semana, mas um deles sequer vai poder apresentar a sua música na semana que vem, pois será eliminado antes das performances começarem.

Coincidentemente, The X Factor USA vai enfrentar hoje o seu principal concorrente na TV, The Voice (NBC), que vai promover o seu anúncio de resultados da fase de Playoffs. Tem gente nos Estados Unidos já achando que Simon Cowell “simulou” essa situação, imaginando que um programa com novas performances terá um desempenho melhor na audiência do que um programa de eliminação (que, convenhamos, só vale pelo segmento final de anúncio do eliminado, que dura no máximo os últimos 3 minutos de um programa de 60 minutos).

Vale lembrar que, se realmente Simon fez um movimento para provocar essa situação, ele não deve ter entendido o recado claro que a audiência nos Estados Unidos deu na última vez que The X Factor USA enfrentou The Voice no mesmo horário. Isso raramente acontece, mas na última vez que aconteceu, foi um massacre: The Voice ficou com 11.4 milhões na audiência geral, e demo 18-49 anos de 3.5, enquanto que The Voice conseguiu apenas 4.8 milhões, com demo de 1.5 (uma das audiências mais baixas da temporada).

Também é importante lembrar que outros programas já entenderam que o programa de eliminação é uma grande perda de tempo. Dancing With the Stars (ABC) já adota nessa temporada a solução do “vamos resolver tudo em uma noite”, e até American Idol (Fox) decidiu reduzir em 30 minutos o programa de eliminação, para deixar o programa mais objetivo.

Pense em tudo isso, Simon Cowell.

Via THR

3ª temporada de The X Factor US começa a ser exibida no Brasil dia 17 de setembro, no Canal Sony

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O “fator X” está de volta. Com novas juradas, uma nova perspectiva, e até Simon Cowell como pai! Tudo novo para a terceira temporada de The X Factor US, que estreia no Brasil no dia 17 de setembro, às 23h, no Canal Sony.

A terceira temporada do reality competition originalmente exibido pelo canal Fox nos Estados Unidos segue com Mario Lopez como apresentador, mas com muitas mudanças na sua bancada de jurados. Simon Cowell, criador do formato, “deus todo soberano” (já que criou o Telettubies, a sua maior obra) e agora pai (cuja mãe é a ex-melhor amiga da ex-esposa, diga-se de passagem) tem agora como colegas de bancada apenas as mulheres. Que devem falar mais alto do que nunca esse ano.

Demi Lovato (que é uma das artistas de maior visibilidade em 2013 nos Estados Unidos) segue na bancada, e tem como companhia a ex-integrante do Destiny’s Child, Kelly Rowland, e a cantora latina Paulina Rubio (para saber quem é Paulina Rubio, clique aqui).

Com descobertas como Leona Lewis e One Direction, The X Factor USA estreia a sua terceira temporada na esperança de descobrir mais um astro da música norte-americana. E essa busca começa no dia 17 de setembro no Brasil. Lembrando: nos Estados Unidos, o canal Fox estreia a terceira temporada do programa amanhã, 11 de setembro.

Via Assessoria de Imprensa

Simon Cowell lança competição de talentos no YouTube

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Simon Cowell é um gênio. Afinal de contas, além de estar envolvido com programas musicais de sucesso como The X-Factor, Britain’s Got Talent e American Idol, e lançar superestrelas da música, como o One Direction, Leona Lewis e Il Divo, ele tem como ato mais heroico colocar ao mundo os Telettubies. Tá, eu estou brincando. O próximo investimento do executivo que só usa três tipos de roupas diferentes é buscar um talento genuíno na seara mais farta da internet: o YouTube.

Cowell apresenta o The You Generation, que é um projeto feito em parceria com o maior site de vídeos online do planeta, onde a cada, dois vencedores serão escolhidos, concentrando assim 26 candidatos a grandes prêmios. Tudo o que você precisa fazer é mostrar o seu talento ao mundo. E para Simon Cowell.

Não estamos falando de talentos musicais apenas. Qualquer coisa serve. Qualquer tipo de talento realmente interessante pode ser escolhido para ser um dos finalistas do The You Generation. Os vencedores serão escolhidos pelo próprio Simon Cowell, executivos da indústria do entretenimento e alguns astros da música/cultura pop. Na semana de estreia, os convidados especiais são uma das descobertas de Cowell, o One Direction.

A competição começa no dia 20 de março, e seus episódios serão exclusivamente exibidos no YouTube. Veja abaixo um vídeo/trailer do projeto.

 

 

Via YouTube, SlashGear

 

Simon Cowell é um herói! Literalmente! Salvou nove vidas no mar

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Cruel, egocentrista, grosso, estúpido e… herói? Isso mesmo! O ex-jurado de American Idol (Fox) e agora, mentor de The X-Factor USA (Fox), Simon Cowell, pode ser chamado de herói. Literalmente.

De acordo com o site britânico Rickey.org (e do jornal London Evening Standard), nosso amigo Cowell salvou nove pessoas que estavam naufragando em um iate no mar próximo à St. Tropez. Cowell recebeu um telefonema de pedido de socorro, e pediu para o capitão do seu iate particular para verificar o que estava acontecendo.

Ao chegar no local, Simon conseguiu com o seu barco resgatar os naufragados. Ninguém estava ferido, e o capitão não poderia deixar o barco danificado, por causa do vazamento de combustível decorrente do acidente. Todos os acontecimentos foram relatados no Twitter pela acompanhante de Cowell nas suas férias, conhecida apenas pelo primeiro nome, Sinitta.

Ah, e The X-Factor estreia a sua segunda temporada nos Estados Unidos no dia 11 de setembro. Melhor promoção que essa para o programa, impossível.

Via Hollywood Reporter

Onde foi que American Idol perdeu a mão?

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2012 foi o ano da queda de um “gigante” na TV norte-americana. Pela primeira vez em sua história, American Idol (Fox) não foi o programa líder de audiência em uma de suas noites de exibição. Na verdade, o reality musical perdeu por várias semanas em audiência para The Big Bang Theory (CBS), mostrando que o programa “perdeu a mão”, com sinais claros de decadência. E aqui temos a pergunta: o que aconteceu? Para entender o presente, temos que ir para o passado. Lá para o ano de 2002.

Em 2002, o cenário musical era dominado pela música pop, pelas boy bands e pelas cantoras teen. O cenário musical estava começando a se modificar, com o advento da internet para compartilhamento de músicas (via Napster) e com a chegada do iPod da Apple, que mudou a forma do norte-americano ouvir música. O TRL da MTV era o programa musical mais visto dos EUA, mas isso não era o suficiente. Algo precisava ser feito para que a grande massa se interessasse mais por música. E isso foi feito, com o lançamento de American Idol.

No começo, o reality show era considerado “brega” (e era mesmo) e de gosto duvidoso, com cantores de qualidade duvidosa. Mas tudo bem, era a primeira temporada, logo, dá-se um desconto. Mas, mesmo assim, o programa virou sucesso imediato, alternando entre bizarros, bonitinhos e talentosos. Além disso, com uma bancada de jurados que contava com a inusitada combinação de Paula Abdul e Simon Cowell, as chances de Idol dar errado eram realmente muito pequenas. Isso, sem falar que Ryan Seacrest se transformou em um dos maiores apresentadores da TV norte-americana.

Tudo ia muito bem… até a terceira temporada.

Depois de uma segunda temporada polêmica, onde supostamente Paula Abdul teve um caso com um dos candidatos, e a diferença entre o vencedor e o segundo colocado foi realmente mínima, um dos graves problemas de American Idol apareceu de forma crítica: a votação popular. Preterir candidatos que são claramente mais preparados do que aqueles ditos mais populares (ou com uma história de vida mais dramática) começou a ser o comportamento padrão do telespectador norte-americano, que cometeu injustiças musicalmente grosseiras ao longo dos anos.

Na dita terceira temporada, Fantasia Barrino venceu, gritando (ou grunindo, você escolhe) do meio pro fim da parte final (performances ao vivo), enquanto que Jennifer Hudson foi inexplicavelmente eliminada, para que candidatas como Tamyra Gray e Diana DeGarmo tivessem a chance de disputarem o título da temporada. Ok, o tempo mostrou que Hudson era muito maior que isso, tanto que ganhou um Oscar e um Grammy. Mas, mesmo assim, a coisa já era bem estranha.

Na quarta temporada, não houve erros. Carrie Underwood venceu com sobras, tendo a maior votação em todos os programas da fase final.

Na quinta temporada, a injustiça, para muitos, foi maior ainda. Na quinta temporada, a mesma coisa. Venceu Taylor Hicks, que hoje, não quer dizer muita coisa no cenário musical, enquanto que a vice-campeã, Katherine McPhee, estrela o novo sucesso da NBC, a série musical Smash. Mais: a audiência eliminou Chris Daughtry,  que vinha chamando a atenção de todos durante a fase final. Até ser eliminado, por “preguiça dos americanos em votar”. A essa altura, Simon Cowell já havia alertado que o programa estava “perdendo o seu objetivo principal”, e clamava por alguma mudança na mecânica do programa, principalmente em como o público influenciaria na escolha do vencedor.

Na sexta temporada, o público decidiu “se vingar” de Simon, com a campanha “vote for the worst”, escolhendo Sanjaya Malakar como o seu “ídolo”, fazendo com que o cantor de origem indiana (e baixíssimas qualidades musicais) ficasse o máximo de tempo possível, eliminando cantores mais capacitados. Mesmo na final, vencida por Jordin Sparks, a escolha de Blake Lewis como vice-campeão é questionável, uma vez que ele só sabia fazer o beat-box e nada mais (cansou de desafinar na final).

Na sétima temporada, tivemos uma final justa, onde David Archuletta e David Cook chegaram à final com méritos, e Cook se tornou um justíssimo vencedor do programa. A mudança solicitada por Simon só aconteceu na oitava temporada (a primeira com Kara DioGuardi como jurada, e a última com Paula Abdul), quando o recurso de “resgate” foi implantado pela primeira vez (Matt Giraud foi salvo no Top 7). Mesmo assim, isso não impediu que o hoje desconhecido Kris Allen fosse o vencedor, deixando Adam Lambert como segundo colocado.

E foi aqui que o programa começou a se perder de vez.

Começou o troca-troca de jurados. Entra Ellen DeGeneres, que prometeu muito, mas foi um fiasco. Saiu Simon Cowell, que já de saco cheio do programa, resolveu trazer o The X-Factor para os EUA, onde o controle dos jurados é maior. A Fox voltou a enfatizar o drama e minorizar os resultados. Resultado: Lee DeWyze venceu, dexiando Crystal Bowersox, muito mais interessante musicalmente falando, na segunda posição. Na décima temporada, Scott McCreery venceu com méritos, reforçando a força da música country nos Estados Unidos, mas candidatas como Pia Toscano e Casey Abrams ficaram pelo caminho, para que Lauren Alaina chegasse à final.

E na última temporada… Jennifer Lopez, mais interessada em sua carreira musical que foi resgatada por causa de American Idol, e Steven Tyler, mais preocupado em cantar as candidatas (mesmo sendo menores de idade, e com o pai delas presentes nas audições), transformaram a temporada na pior de todas, e a audiência respondeu de forma direta à isso: a média de audiência da décima primeira temporada de Idol foi a pior em média excluindo a primeira, (21.93 milhões), e tanto as performances ao vivo quanto o Season Finale tiveram as piores audiências de toda a história do programa. Incluindo a primeira.

Foi tão ruim, que nem indicada ao Emmy como melhor reality competition o programa foi.

2013 vem aí. Mariah Carey também. Peço desculpas a quem gosta, mas Carey é o retrato do que o programa está se tornando: decadente. As escolhas da Fox são feitas para atrair audiência e público. Tal como em The X-Factor, com Demi Lovatto e Britney Spears na bancada de jurados. O problema é que em um programa, ainda temos Simon Cowell, e em outro, não.

Mais: o problema é que, em um programa, estamos apenas na segunda temporada do programa, enquanto que no outro, além de depender do bom senso do público, faz escolhas equivocadas naqueles que escolhem os candidatos para a votação popular. Talvez seja a hora da Fox repensar a ideia do American Idol, antes que a ideia atual deixe de dar dois dígitos para o canal. Caso contrário, nem Ryan Seacrest vai salvar.