doctor who

Chris Chibnall iniciou uma nova era em Doctor Who, e isso fica claro quando o Doctor será interpretado por uma mulher.

Steven Moffat sempre recusou isso, e em recente entrevista ele deu suas explicações:

 

“Esta não é uma série exclusivamente para liberais progressistas. É também para quem votou no Brexit. Não estou sendo político, mas temos que manter todos a bordo.”

 

É uma das desculpas mais rançosas que já vi. Tudo bem que Doctor Who pode ser considerada uma série familiar, para abraçar todos os públicos, especialmente os mais jovens. Porém, é a plataforma perfeita para transmitir valores universais, educar e apoiar a diversidade e o respeito à culturas distantes e diferentes.

Por isso, a desculpa de “esta não é uma série só para liberais” contraria muito esse conceito. Moffat beira ao misógino, e não é a primeira vez que faz isso. Em Sherlock ele deixa isso subliminarmente claro. Mais claro ainda quando comenta a decisão de Chibnall em colocar uma mulher como Doctor:

 

“Todo o crédito vai para ele. Vai funcionar, eu sei. Cada vez mais a audiência. É absolutamente a melhor decisão. Agora é o momento.”

 

A BBC não confirmou se Jodie Whittaker será vista no final do episódio de Natal, mas a “tradição” é que esse episódio seja a última aventura de cada encarnação. Se isso não acontecer, vamos ter que esperar até 2018.