Apesar de particularmente entender que esse reboot jamais precisava existir, o que é a minha opinião diante de fatos e argumentos? Então, Roswell, New Mexico existe, tem um piloto péssimo, e não está obtendo uma audiência aceitável.

Deve ser cancelada?

Calma. Não é assim tão simples.

Nesse post, vamos mostrar argumentos a favor e contra o cancelamento do reboot da CW, e mais uma vez não vamos nos limitar em analisar apenas os números da audiência. Escolhas criativas e a até a narrativa da série entram nessa equação para determinar a sua renovação ou eventual cancelamento.

 

 

A SÉRIE: Roswell, New Mexico (1a temporada, CW)

 

Por que salvar?

Porque é uma série que se alinha com o perfil ‘CW moleque, CW raiz’. Um drama sobrenatural envolvendo alienígenas é algo que você só vê nesse canal (ou assistiria na sua primeira fase com facilidade), mostrando conflitos familiares e com um discurso atualizado com as questões de momento nos Estados Unidos, como por exemplo os jovens filhos de imigrantes.

Quem defende a série argumenta que bastam poucos episódios para realmente se importar com esses personagens, que contam com paixão e empoderamento. Não é uma série que deixa totalmente de fora os fãs da história original. E sua relevância pode estar se perdendo no meio das demais séries do canal, justamente pela tentativa de abordar questões políticas e sociais na trama, algo que as séries de heróis do canal pouco ou nada abordam.

 

 

Por que cancelar?

Roswell, New Mexico tem números típicos de série cancelada. Estreou com demo 18-49 anos de 0.4, e tem uma média nesse índice de 0.3 na métrica ao vivo + 3 dias de DVRs, ficando na sexta posição entre as séries do canal nesse índice. Dito isso, quatro shows com a média de Roswell já foram renovadas, sem falar que outras cinco séries que superam os números do drama alienígena também já foram renovadas.

Ou você se esqueceu que a CW renovou de baciada várias de suas séries?

Pois é… as chances de renovação de Roswell, New Mexico são bem pequenas. Mas a esperança é a última que morre, não é mesmo?