A Academia de Cinema dos EUA anunciou em dezembro de 2017 a aprovação de um novo código de conduta, onde todos os seus membros precisam seguir. Hoje, cinco meses depois, Bill Cosby e Roman Polanski estão expulsos da Academia, baseado nos termos do novo código.

A junta afirma que “continua incentivando os padrões éticos que os membros devem ter para defender os valores de respeito pela dignidade humana e da Academia.”

Roman Polanski, cinco vezes indicado ao Oscar e vencedor em 2003 como diretor de O Pianista, vai ficar com seu prêmio, uma vez que Roman está exilado fora dos EUA desde 1978, depois de se declarar culpado por manter relações sexuais com uma menina de 13 anos de idade.

Já Bill Cosby foi declarado culpado de três acusações de assédio sexual com agravantes em 26 de abril. O comediante, cujas primeiras acusações de diferentes delitos de índole sexual datam dos anos 60, teve o seu nome retirado do Hall da Fama da Academia de Televisão, assim como sua estátua instalada no Fame Plaza. Sem falar na universidade de Yale, que retirou suas condecorações e títulos honorários.

As primeiras reações não demoraram a aprecer.

Harland Braun, advogado de Roman Polanski, pedia um julgamento justo para o seu cliente, e a intenção é recorrer a decisão tomada pela Academia. Ele pretende incluir na apelação as diversas declarações de Samantha Geimer, agora com 55 anos, que sofreu os abusos, além de catalogar os membros da Academia como ‘um grupo de hipócritas’.

Até agora, nem Bill Cosby, nem seus representantes legais se manifestaram sobre a decisão.