Nem todos amam a Netflix. Quentin Tarantino, por exemplo, odeia a plataforma.

Ele recentemente explicou o seu ponto de vista, relatando tudo o que perdeu com o auge da plataforma.

Para Tarantino, é algo muito triste e surpreendente ver como foi rápido o avanço da Netflix, sem olhar para trás. Na verdade, ele nem sabe direito por que não gosta da plataforma.

Tarantino fala do fim do encanto em procurar filmes em uma locadora, das recomendações pessoais, transformando o espectador em cliente, algo que a tecnologia torna tudo mais frio nesse processo de indicação.

Também destaca a perca de compromisso no risco em ver algo que não conhece, mas que assiste por estar relacionado em algo que viu e gostou muito. O ritual de visitar uma Blockbuster não era apenas um investimento em dinheiro, mas sim em tempo. E o imediatismo de plataformas como a Netflix faz com que o público seja menos comprometido como espectador.

Os pontos de Tarantino são muito bem calçados, e talvez essas mudanças de comportamento explicam o que acontece nas bilheterias a cada estreia de filmes: números pouco expressivos.