Gossip Girl Acapulco 7

Nem eu acredito que vou comentar esse piloto aqui no SpinOff, mas como temos que diversificar e buscar novas formas de entreter você, amigo leitor, vamos aqui falar sobre o já popular piloto de Gossip Girl Acapulco, que nada mais é do que a adaptação da série produzida nos Estados Unidos por Josh Schwartz, que por sua vez foi uma adaptação dos livros de Cecily von Ziegesar. E não… não é uma série melhor que a original.

Eu sei que essa série estreou em julho, e já estamos em setembro. Mesmo assim, entendo que as pessoas ainda podem ficar sabendo do que estão perdendo. Acho válido. É praticamente um serviço de utilidade pública.

O ponto positivo é que a série é uma co-produção da El Mall com a Warner Bros. Outro ponto positivo é que eles escolheram o lugar mais bonito do México para ambientar a série – Acapulco. Nada contra Nova York, que é o local original da história, mas temos que admitir que tudo fica mais divertido com uma série em um ambiente praiano, com cenários paradisíacos, e maiores chances de aplicação de chroma keys em cenas específicas.

Não vou perder muito tempo contando o enredo da história para vocês. A série começa da mesma forma que a original começou, com Sofia (Serena) voltando para Acapulco, depois de um desaparecimento misterioso, onde ela deixou tudo e todos, principalmente a sua ex-melhor amiga, Bárbara (Blair), menina esnobe e metida a rainha do local, que namora com o almofadinha Nico (Nate), que sempre arrastou uma asa (e algo mais) para Sofia.

Algumas pequenas adaptações foram feitas. Daniel (Dan) – que é a Gossip Girl… ah, desculpa, todo mundo já sabe disso – até porque a série mexicana já mostra desde o piloto o coitado do Dan aparecendo em todos os locais onde os acontecimentos ocorrem – e Jenny (Jenny) vieram da Argentina para ajudar o seu pai a tocar o novo hotel da cidade. A mãe de Sofia segue sendo um relacionamento do passado do pai de Daniel, mas é um pouco mais pedante do que a Lily original.

Por fim, temos Max (Chuck), o garoto pedante e perigoso de Acapulco, que sabe de tudo e de todos, pronto para dar o bote em todo mundo.

Sem novidades até aqui, certo?

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A questão de Gossip Girl Acapulco é bem simples de ser respondida: é um Gossip Girl… em Acapulco. Nem poderia esperar menos que isso. Aliás, eu devo dizer que agradeço aos céus pela audiência latina existir. Afinal de contas, toda a dramaticidade e interpretações são pensadas neles, e isso torna a TV mais divertida.

Confesso que nesse aspecto “atuação”, a série foi bem mais comedida do que eu imaginava. A adaptação nesse aspecto é mais para o lado americano do que para o dramalhão mexicano. Porém, isso não impede as atuações fracas, alguns argumentos convenientemente cretinos, e situações realmente bregas (como a sequência do final do piloto, que é de uma vergonha alheia que dói na alma).

Aliás, alguns pontos da produção deixam a desejar. A tal sequência final usa de um chroma key lascado, e recursos de edição que beiram o improviso. São lapsos que não podem ser aceitos, ainda mais se levarmos em conta que o pessoal da Warner Bros está envolvido na produção desse negócio.

Além disso, como a série vai ser menor que a original (segundo @edu_sacer, sempre por dentro das coisas do submundo das séries), contando com apenas três temporadas, Gossip Girl Acapulco começa a queimar cartuchos logo de cara. Elementos da série que só acontecem alguns episódios depois do piloto na série original (como o motivo real pelo qual Sofia volta para Acapulco) e personagens que só aparecem na série mais adiante (como a empregada de Blair, Dora, e Cece, mãe de Lily) aparecem logo no começo da primeira temporada, prevista para ter 25 episódios.

De qualquer forma, Gossip Girl Acapulco “dá a volta”, mas não é a série que pretendo acompanhar. Aqueles que contam com espírito livre e mente aberta vão dar risada da série (principalmente se você já viu a original), com os dramalhões adaptados, com as interpretações ruins, e com pessoas voando dos barcos.

Ah, uma última coisa: Gossip Girl em Acapulco não é exatamente uma blogueira. Ela prefere as redes sociais, especialmente o Twitter.