Powerless

 

Você não precisa ter super poderes para salvar pessoas. Precisa sim ter gente criativa para criar os gadgets que Bruce Wayne usa.

 

Powerless pega o hype das séries de super heróis, mas tenta ir na contramão da proposta, mostrando um mundo onde é tão comum ver heróis e vilões que as pessoas simplesmente não se importam. Aliás, um mundo onde elas não precisam ser salvas do vilão que lança suas bolas… de fogo, mas sim delas mesmas.

A série conta a história de Emily Locke (Vanessa Hudgens), que assume o posto de Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Wayne Security, uma subsidiária da Wayne Enterprises, que por sua vez é de propriedade de ninguém menos que Bruce Wayne. Essa divisão e especializada em desenvolver produtos para que pessoas comuns consigam se proteger dos confrontos entre heróis e vilões. Algo que é bem comum dentro desse universo.

O problema é que a Wayne Security simplesmente não funciona. Não apenas porque se tornou obsoleta, já que as pessoas nem se importam mais se tem heróis e vilões destruindo metade da cidade. Mas também porque tem um conjunto de pessoas que também não estão se importando muito com seus empregos, já que não se sentem motivadas a inovarem para oferecer soluções realmente relevantes para as pessoas.

E essa é a missão de Emily: motivar esse grupo de pessoas a efetivamente somarem suas ideias para apresentar soluções que até o Bruce Wayne vai querer usar.

 

 

Powerless é bem humorada, bem no modo zoeira. Faz falta séries assim.

Partindo do princípio que a série tem os dois pés no ficcional, a proposta de rir de si mesma, fazendo piadas do universo da DC e do fato das séries de heróis estarem hoje em alta evidência é vista com bons olhos. Oferecer o descompromisso com o crível é parte fundamental para que a série vingue.

Resta saber se a audiência vai comprar essa proposta da mesma forma que ela se vende. Não dá para levar a série à sério. O problema é que os fãs de quadrinhos sempre leva as coisas um pouco a sério demais do que realmente deveriam levar.

As piadas funcionam, o elenco é carismático, Vanessa Hudgens está ótima, Danny Pudi NÃO está o Abed (o que é uma vitória), e a proposta geral da série deve agradar em cheio aqueles que querem ver uma comédia descompromissada, leve, bem humorada e um pouco nonsense.

 

 

Mais uma vez, fico na torcida para que a audiência (principalmente a da NBC, que viveu o auge do Must See TV, mas que nos últimos anos se mostrou bem resistente para qualquer comédia que estreia no canal) entenda qual é a proposta geral de Powerless.

Estamos falando de uma série que até pode ser considerada nerd por conta do plot de fundo (heróis contra vilões). Mas como tira sarro de tudo isso, ela se torna acessível para todos. E isso é o que a série tem de mais legal.

Em resumo: vá ver Powerless sem medo. Mas fique sempre na torcida para que o bom senso de quem assiste prevaleça.