GLOW estreou sua segunda temporada que, para alguns, não deixa a desejar em relação à primeira, mostrando que ainda se mantém como uma das melhores séries da Netflix.

Nesse post, explicamos por que vale a pena assistir GLOW, e por que ela é uma série única no cenário atual. São vários motivos que precisam ser revisados em um único post.

GLOW é baseado em um programa de TV da década de 80, com uma narrativa de história real que se encaixa em cheio com os tempos atuais de empoderamento feminino. E o faz sem forçar. E a segunda temporada mantém isso, com grandes resultados.

Além disso, um grande roteiro ajuda muito a qualquer série ou filme. Em GLOW, os roteiros são tratados com cuidado para potenciar todas as virtudes nativas da série. Não apenas soube captar as peculiaridades da série e no que ela se baseia, mas também conseguiu integrá-las dentro do universo próprio da série.

A consequência direta de bons roteiros é os personagens brilhando com luz própria. Tudo bem, eles são baseados no que realmente aconteceu, mas um claro crescimento foi percebido em todos eles. É claro que Ruth (Alison Brie) e Debbie (Betty Glipin) tem mais presença que os demais, mas o resto não foi descuidado, onde cada um é um grão de areia para o sucesso da trama.

Os personagens bem trabalhados ajudam um elenco que mostra paixão por suas tramas pessoais, mas como aqui tudo está relacionado à luta livre, tudo é feito com integridade, com cruzamentos constantes, algo que pode ser claramente observado.

Além do fabuloso elenco feminino, um motivo mais que suficiente para assistir GLOW, a presença de Marc Maron como um personagem muito mais complexo do que parece foi uma cereja no bolo. Temos motivos para odiá-lo, ao mesmo tempo que ele mostra aos poucos os seus motivos para criar empatia com ele e com as lutadoras.

GLOW é uma série com encanto próprio. Vai além de especificar os detalhes técnicos, pois faz com que se crie carisma com os personagens. Nos emocionamos com as suas dificuldades, mas ficamos empolgados com bons combates. Pode não ser a série que vai agradar a todos, mas tem qualidade para despertar simpatia com facilidade.

A ambientação dos anos 80 é indispensável para o seu sucesso (algumas vezes a série exagera, mas tudo bem). Alguns itens estéticos ou detalhes de ambientação ajudam na imersão do clima e da narrativa da série, e tudo está a serviço de sua história, e sem afetar a sua credibilidade.

GLOW trata a luta livre com respeito máximo, contando inclusive com a colaboração de lutadores da vida real para uma maior verosimilitude dos combates. E isso é algo que os fãs agradecem.

Por outro lado, você não precisa ser um fã da lutra livre para assistir a série. O esporte funciona como um catalizador das vidas dos seus protagonistas. Algo que poderia ser uma mera curiosidade, mas é oferecido de forma muito acessível para quem tem algum interesse pelo espore.

GLOW conta com situações dramáticas, mas tudo é abordado de forma leve, sem a necessidade de ser carregado. O tempo todo se segue adiante, inclusive quando se recuperam elementos recorrentes como tudo o que está relacionado com a peculiar relação entre Ruth e Debbie.

Ou seja, por tudo isso você deveria dar uma chance para GLOW. As chances de você não se arrepender são enormes.