Isso é paradoxal, mas… vamos lá.

Vingadores: Ultimato já está na lista dos melhores filmes de todos os tempos. Se não estiver, ao menos na lista dos mais impactantes está. Mas, acredite se quiser, não dá para saber se isso é bom ou não.

O filme da Marvel Studios dirigido pelos irmãos Russo alcançou muitas pessoas por causa de sua combinação quase perfeita de narrativa bem alinhada, personagens carismáticos e um final simplesmente épico. É um sinônimo de orgasmos múltiplos para os fãs dos comics, e a redenção depois de anos de projetos fracassados do passado.

Porém, convenhamos: é um filme feito na base do chroma key, sem cenários reais e com vários efeitos digitais. Sim, eu entendo que um filme como esse seria impossível sem o uso da tecnologia. Mas o excesso de efeitos especiais acaba distanciando esse tipo de filme de uma estética mais pura.

E muitos entendem que não é preciso gastar tubos de dinheiro em efeitos visuais. Um exemplo bem simples é Vidro, também lançado em 2019. A direção de M Night Shyamalan é excelente, e esse filme foi um sucesso de bilheteria, com um resultado final excelente e custando apenas US$ 20 milhões.

O que o filme fez de diferente? Apostou no simples, e em vários truques visuais.

 

 

Menos é mais… menos para os tarados do CGI

 

 

Muitos filmes apostam na realidade para entregar resultados estéticos bem interessantes, e dispensando o uso de batalhas digitais hipertrofiadas, que reproduzem batalhas épicas que boa parte dos espectadores hoje conseguem detectar que são frutos de efeitos digitais.

O paradoxo aqui é que ninguém quer uma fantasia que seja crível. Passamos da fase de ser descrentes nos elementos visuais, e deixamos de lado a fase de criticar tudo o que o computador cria. Só queremos mais e mais desse fast food digital que está pronto para o seu consumo imediato.

Porém, de vez em quando, vem alguém menor e com mãos de artesão, com muito menos vontade de dominar a bilheteria global, apenas com o objetivo de entregar um bom filme. O problema é que se as pessoas não encontram até o último segundo um investimento astronômico na tela, elas não querem assistir ao filme.

E isso é péssimo!