Havana, Uh na na!

Camila Cabello foi do desastre ao triunfo. Venceu o prêmio mais importante do MTV Video Music Awards 2018, o Videoclipe do Ano, com “Havana”. Não podemos dizer que não mereceu: apesar de considerar “This Is America” de Childish Gambino um baita de um videoclipe, não posso negar que a música da Camis Hair foi uma das mais tocadas dos últimos 12 meses, e é basicamente o “essa sou eu” da moça em relação ao mundo.

Camila é de origem latina, e é uma das primeiras artistas da geração “dreamers”, ou seja, é filha de imigrantes latinos que desejam vencer nos Estados Unidos. A cantora é defensora dessa causa com unhas e dentes, e sabe que, nesse momento, representa boa parte dos adolescentes latinos norte-americanos, que também lutam para viver a prosperar no país.

Outro motivo bem sustentável para tornar essa vitória de Camila Cabello no VMA algo significativo é o fato da própria MTV entender que o momento é dos jovens norte-americanos consumirem mais música latina, por conta do “fenômeno Despacito”. Tudo bem, muitos entendem que os norte-americanos, no fundo, nunca deixaram de ter a latinidade nos gostos musicais, pois é um fenômeno que vem e vai com o passar das décadas.

Por outro lado, esse é o momento mais forte para a música latina dentro dos aspectos comerciais. E a prova disso é que nunca tivemos um VMA tão latino nos seus vencedores, incluindo aquele realizado em Miami em 2005, onde a MTV fez de tudo para emplacar a música latina junto à sua audiência.

Por fim, o fator shade. O fator troco. O fator vingança contra o grupo Fifth Harmony.

Camila Cabello não teve uma saída da banda das mais amigáveis, e foi vítima de shade por parte das coleguinhas no próprio palco do VMA, quando ela foi “ejetada” do Fifth Harmony durante uma performance.

Pois bem… nem mesmo a defesa aberta de Nicki Minaj à Normani surtiu efeito. Camis Hair pode dizer que foi vingada pelo bullying gratuito contra a sua pessoa com o prêmio de Videoclipe do Ano. Algo que o Fifth Harmony nunca chegou perto de ter, e jamais terá (já que a banda não existe mais).

Ou seja, tem muitos Harmonizers chorando lágrimas de sangue nesse momento.

Ou os mais conscientes comemoram a vitória de Camila Cabello, a moça que foi do desastre ao triunfo contando uma brega história de amor em Havana.