Agora é oficial: ‘Piratas do Caribe’ vai continuar sem Jack Sparrow.

Antes da estréia do quinto filme, o produtor Jerry Bruckheimer disse que não concebeu a saga sem Johnny Depp. O filme arrecadou US$ 794 milhões, um número muito alto mas bem menor do que o arrecadado pelo quarto filme. Talvez por isso, ou talvez também porque a popularidade de Depp despencou, a Disney decidiu dispensar o ator da franquia.

Comentamos mais cedo em 2018 que a Disney anunciou um novo filme da franquia ‘Piratas do Caribe’ e, embora ele seja descrito como um reboot, a situação de Depp não estava definida. Já o quinto filme, embora fosse uma continuação, funcionou como um semi-reboot ao introduzir novos e jovens protagonistas que tiveram que liderar uma nova fase, no estilo de ‘Star Wars’. Na Disney, eles consideram que isso não funcionou, e agora vão recomeçar a franquia do zero.

Durante uma entrevista sobre o futuro da The Walt Disney Studios, Sean Bailey, presidente de produção do estúdio, falou sobre a saga ‘Piratas do Caribe’ e o projeto preparado pelos roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick ( ‘Zombieland’ ‘Deadpool’):

“Queremos trazer nova energia e vitalidade. Nós amamos os filmes, mas parte da razão para Paul e Rhett serem tão interessados é porque queremos mudar tudo. E essa é a tarefa deles.”

Bailey confessou que eles não consideram parar a produção de remakes de seus clássicos de animação porque eles sempre podem “ouvir algo que nos empolga”. Ele também respondeu à controvérsia sobre o remake de “O Rei Leão”, descrito pela Disney como “live action”, quando tudo o que vemos foi recriado e animado por computador (CGI). O executivo da Disney afirma que é “uma nova maneira de fazer cinema”. Declara que o filme não é live action ou animação, mas aplica técnicas que combinam os dois: “é uma evolução da tecnologia usada por Jon [Favreau] em The Jungle Book”.

Por outro lado, Bailey confirma que pretende lançar quatro ou cinco filmes originais por ano no serviço Disney+. O objetivo é reservar suas produções mais modestas exclusivamente para a plataforma e parar de lançá-las nos cinemas.

Sem dúvida, Hollywood está mudando. Veremos se os expositores e os críticos mais tradicionais que se opõem à Netflix respondem da mesma forma quando a Disney colocar o seu plano em prática…

 

Via THR