Aos 51 anos, Craig deixa a franquia 007 em grande estilo
Aos 51 anos, Craig deixa a franquia 007 em grande estilo

Em 2017, foi confirmado que Daniel Craig voltaria para o seu último filme na franquia 007. Chamado Bond 25, o longa está marcado para sair no ano que vem e marcará tanto a estreia de Lashana Lynch como a agente 007 quanto o fim de uma era em Hollywood.

Como James Bond, Craig interpretará o agora aposentado ex-agente da MI6 pela quinta vez em sua carreira. No entanto, junto com o seu papel na pele do agente mais famoso do mundo, o britânico de 51 anos tem outras atuações de destaque na trajetória profissional.

Estrada da Perdição (2002)

Alguns papéis fizeram com que Craig ganhasse muita atenção da mídia antes de interpretar Bond e um dos principais foi em Estrada da Perdição. Dirigido por Sam Mendes, que posteriormente trabalhou com Craig em diversas outras produções, o longa é um thriller sombrio considerado um grande clássico do cinema.

Esse drama policial se passa nos Estados Unidos em 1931, período em que o país ainda enfrentava uma grande crise financeira. Com um roteiro bem trabalhado e a presença de atores de muita relevância como Tom Hanks, Paul Newman e Jude Law, esse filme foi essencial para consolidar o status de Craig em Hollywood.

Na obra, Craig interpreta Connor Rooney, filho de um fora da lei em uma de suas melhores atuações da carreira.

Para Cary Fukanaga, diretor de Bond 25, Estrada da Perdição foi um divisor de águas na carreira do britânico: “Daniel (Craig) é um ator espetacular. Além da franquia Bond, sou fã do seu trabalho há muitos anos. Na minha opinião, seu melhor trabalho foi em Estrada para Perdição. Já o primeiro papel como Bond, em ‘007 – Casino Royale’, agregou uma humanidade e vulnerabilidade nunca vista no personagem”, afirmou o diretor para o site Inquirer.

Nem Tudo é o Que Parece (2004)

Além do filme citado acima, Nem Tudo é o Que Parece é outro filme que foi decisivo para Craig se tornar um candidato para substituir Pierce Brosnan como o então novo 007.
Longa que em 2019 completa 15 anos, em Nem Tudo é o Que Parece o britânico assume o papel de um personagem com o codinome XXXX, protagonista que gerencia uma perigosa organização.

Outra obra do gênero ação e suspense, Nem Tudo é o Que Parece não teve tanto retorno em bilheteria como Estrada da Perdição, mas consolidou ainda mais a carreira de Craig.

No início da carreira, Craig buscava ser parte de uma franquia para solidificar seu status em Hollywood

Casino Royale (2006)

Estreia de Craig em 007, Casino Royale foi um remake do filme homônimo lançado em 1967, clássico do cinema que teve David Niven na pele de Bond.

No entanto, o remake com Craig teve críticas ainda melhores que a versão original e deu uma nova vida à franquia, que procurava por revitalização após a saída de Brosnan como protagonista.

Quando Bond assinou o vínculo para protagonizar a série, o contrato era curto e ele precisava impressionar para seguir no papel. O resultado não poderia ter sido melhor e é possível afirmar que em Casino Royale, Craig atingiu um novo nível como ator e brilhou perante os olhos do público e da crítica.

“É uma performance de muita qualidade que fez o filme sair tão bem. Bond consegue reviver o personagem com uma qualidade incrível”, diz a crítica especializada do site IGN.
Parte do que torna Casino Royale tão especial é a “parceria” nas telas com o vilão Le Chiffre, protagonizado pelo dinamarquês Mads Mikkelsen. “As atuações de Mikkelsen e Craig merecem muita atenção no remake de Casino Royale”, afirma Taylor Sanders, crítico especializado em site que escreve para o site Coming Soon.

Uma das melhores cenas de Mikkelsen e Bond no longa acontecem na mesa de poker. Se hoje é normal praticar o poker no celular, na época de Casino Royale o estilo era mais old school e a cena entre os atores foi realizada no olho a olho.

Vale mencionar que nenhum dos atores possuía muita experiência com o esporte das cartas e ambos precisaram passar por algumas aulas com especialistas para aprenderem a se comportar como atletas profissionais da modalidade.

Assim como o resto da performance de Craig na obra, sua atuação na mesa em face de Mikkelsen é magistral e não apenas sedimentou seu papel como Bond como demonstrou toda a tensão e emoção que esse esporte da mente pode proporcionar.

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011)

Logo no início da década, Craig participou de um trabalho importante para desvincular um pouco da sua imagem no papel de Bond. Em Millenium, lançado em 2011 e com direção de David Fincher, o ator interpretou Mikael Blomkvist ao lado de Rooney Mara.

Para ficar com o papel e conseguir atuar em mais um thriller na carreira, Craig teve que competir com nomes de peso como George Clooney, Johnny Depp, Viggo Mortensen e Brad Pitt. Diferente da franquia 007, Millenium conta com uma dose bem menor de ação e o britânico teve uma atuação muito mais metódica para ajudar a dar vida à história.

O longa aparece em praticamente qualquer lista dos melhores filmes da carreira de Craig e isso não é só uma mera coincidência. Além da boa atuação, a obra tem um roteiro diferenciado com base em uma série de livros e é mais um excelente trabalho de Fincher na direção.

Craig já trabalhou com atores como Steven Spielberg, Fincher, Mendes e vários outros na carreira

Skyfall (2012)

É difícil listar os melhores papéis da carreira de Craig e não mencionar Skyfall. Após uma atuação abaixo do esperado em Quantum of Solace, 007 voltou com tudo nesse longa lançado em 2012.

Uma boa parte da crítica especializada inclusive classifica a atuação de Craig em 007 como a melhor em sua trajetória protagonizando o agente. Filme ganhador de duas Estatuetas, foi nesse longa que o britânico voltou a trabalhar com o diretor Sam Mendes.

“Craig venceu vários prêmios pela atuação em Skyfall, incluindo o Critics’ Choice Award como melhor ator em filme de ação. No Brittania Awards, Craig venceu a honraria de melhor artista britânico do ano”, relembra o site Matilde Filmes.

Uma participação nada menos do que curiosa em Star Wars

Em 2015, Craig já estava bem consolidado em Hollywood, mas ele conseguiu um papel em Star Wars: O Despertar da Força de maneira muito curiosa.

Craig apareceu em apenas uma cena como membro da tropa do império que vigiou Rey por alguns instantes. O britânico explicou ao apresentador Stephen Colbert a inusitada participação como figurante.

“A maior parte dos Star Wars são filmados em Pinewood, onde gravamos os filmes do Bond. Grande parte da equipe daquele longa estava trabalhando em Spectre, que aconteceria na sequência. Vou encrencá-lo, mas Ben Dixon, que era o segundo assistente do diretor e quem conheço e trabalho há anos, foi minha ligação no set. Ele estava trabalhando em Star Wars e eu o encontrei algumas vezes. Então eu disse: ‘Posso participar?’. E assim foi” revelou o ator.

Já com meio século de vida, é provável que Craig passe a interpretar mais papéis metódicos futuramente e o fim de sua trajetória nos filmes de 007 representa essa provável mudança de estilo.

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