Depois de escolher os melhores filmes, é hora de escolher os piores filmes de 2017.

Leve em consideração a janela de estreias no Brasil, com a maioria das produções em exibição nesse ano.

Preparados para passar raiva comigo?

Vamos lá!

 

 

Death Note

Propõe coisas que não explora, deixando o melhor dos casos na terra de ninguém, levando o espectador ao desespero. Uma proposta vazia, e mais um erro cinematográfico de produção original da Netflix. Era melhor no papel.

A Torre Negra

Uma aventura vazia e superficial, onde tudo acontece e nada é explicado. Um filme desastroso, com algumas cenas pontuais que mostram um pouco do que deveria ter sido e não foi. Uma proposta incongruente, que sequer funciona como espetáculo visual, falhando miseravelmente na sua narrativa. Uma pena.

A Múmia

O terror fica de lado para priorizar um filme de ação genérico, com um Tom Cruise que fica entre um Brendan Fraser da versão anterior e um Nicolas Cage no seu pior momento. O roteiro entrega personagens vazios e nada consegue impedir que o filme vire um vai e vem onde qualquer coisa vale para contar a história.

Baywatch

Um mix com elementos da série original com uma comedia escrachada para adolescentes. Tem coisas demais que não funcionam juntas. Apela demais para o físico de seus protagonistas e piadas de cunho sexual de gosto duvidoso. Uma aposta com público certo, mas que não emplacou de forma eficiente.

Ghost in the Shell

Um remake que deixou danos colaterais que não surpreendem, pois já vimos isso acontecer várias vezes nas últimas décadas. A adaptação seguiu um amplo processo de limpeza, limando a violência, as implicações filosóficas da natureza do ser humano/robô e a complexidade da história para não complicar demais as inteligências não artificiais. Diálogos forçados e personagens superficiais completam o erro.

Cinquenta Tons Mais Escuros

Mais insuportável e ridículo que o primeiro filme. Os personagens não transmitem nada, com diálogos que oscilam entre o absurdo e o insultante. O filme avança a tropeções, algo que não acontece no primeiro filme. É um longa que só quer roubar seu tempo, sem agregar nada.

Alien: Covenant

Um produto pré-fabricado que tenta agradar os fãs desencantados sem deixar de lado os desejos do diretor. O resultado? Uma terra de ninguém que desvirtua a criatura a qual deve sua existência, utilizando a mesma como mero apelo publicitário. É irritante ver como Ridley Scott transforma esse filme em um slasher insustentável.

Piratas do Caribe: A Vingança do Salazar

Casting e roteiro ruins ainda passam. Mas ver os diretores repetir os erros do quarto filme, deixando o longa sem ritmo e com longos 129 minutos (que parecem eternos), com personagens que aparecem e desaparecem sem qualquer sentido, com sequências muito editadas… é um terrível filme de ação. E sem empatia.

Transformers: O Último Cavaleiro

Não leva 15 minutos para oferecer clichês infelizes, diálogos chatos, plot twists altamente questionáveis e disparates de todo o tipo. É um filme que te cansa aos poucos, chegando ao ponto em que você simplesmente não se importa com o que acontece na tela. Você luta para não dormir diante do que vê. É o filme que prova por A + B que a franquia Transformers está totalmente esgotada se Michael Bay continuar à frente do projeto.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Luc Besson não oferece nada novo, nem melhora o que já fez. O filme lastreia uma falta de direção alinhada, dando a ideia que é uma aglomeração de esquetes. Tudo o que vimos é um envoltório que ocultava algo muito mais convencional do que o que gostaríamos de acreditar.

Liga da Justiça

Uma narrativa torpe, caótica e genérica (incluindo o vilão genérico), em om condensado de 120 minutos de um projeto ambicioso, mostrando um Zack Snyder decadente. Liga da Justiça é um filme carente de alma própria, sendo uma punhalada no coração dos fãs do universo DC.

Internet: O Filme

Uma comedia de erros – que nem é comedia direito. Por mais que a ideia era colocar os vídeos da internet nos cinemas, o filme não deu liga. Piadas fracas (ou várias piadas internas), um roteiro que não existe, já que se resolve da forma mais vergonhosa possível. Tempo desperdiçado em minha vida, que jamais vou recuperar.