O cinema de fantasia em geral e o cinema de terror em particular tem vivido alguns anos de criatividade e aceitação comercial que seriam absolutamente impensáveis há uma década e que, pelo menos na bilheteria, nos leva de volta aos gloriosos anos oitenta e suas icônicas franquias. Se o tempo atual se compara ao passado é outra história. Mas nesse post, vamos olhar para o presente.

Aqui, mencionamos os melhores ou os mais notáveis filmes de terror de 2018. Dos filmes mais ou menos puros a aqueles que misturam com outros gêneros. Como sempre, tenha em mente que esta é uma seleção que obedece a um critério pessoal e que não só você pode como deve apontar equívocos ou esquecimentos.

Um Lugar Silencioso: o melhor do ano, sem sombra de dúvida. É imersivo, inteligente e foge do lugar comum. Entrega uma emocionante relação entre a fragilidade e a força de detalhes consistentes.

Hereditário: uma pequena maravilha. Arriscado, faz poucas concessões, e bebe do melhor e mais inquietante escuro cinema demoníaco dos anos 70.

Aniquilação: admirável e fascinante, o filme exclusivo da Netflix entrega um resultado desconcertante e cativante. Com um argumento que quase esbarra na abstração, tem um elenco que compensa as inúmeras concessões feitas em nome da aventura.

Predador: inegavelmente irregular por conta de uma filmagem muito problemática, o que resultou em um roteiro sem muitas surpresas. Mesmo assim, é o filme mais peculiar e pessoal da franquia.

Mandy: o filme mais demente do ano é bem mais sofisticado do que parece. Tem o melhor Nicolas Cage em anos, e sua segunda metade é devastadora, com uma estética de disco de death metal dos anos 80, com uma violência perturbadora e excessiva.

Cam: o melhor filme dos especialistas de Blumhouse do ano. Mais uma produção exclusiva da Netflix, com uma roteirista que sabe o que quer, em uma história de terror com os elementos mais clássicos, com um ambiente muito mais ameaçador do que um casarão em ruínas ou um boque à meia-noite: os chats eróticos da internet.

Ghost Stories: o velho recurso narrativo dos filmes episódicos que fez a alegria dos fãs nos anos 70 e 80 ganha força renovada com esse projeto, que reformula o esquema com o fio condutor de um desmascarador de falsos fenômenos paranormais que enfrenta casos não solucionáveis.

Mom and Dad: não é bem um filme de terror, mas usa uma série de tópicos e recursos narrativos do gênero para construir uma sátira de ritmo febril e com poucos prejuízos. E aqui sim um Nicolas Cage demente que vimos nos últimos anos.

O Culto: tem uma percepção de cinema de terror entre lírica e enigmática, mas muito conscientes das convenções que podem funcionar, resultando em um filme com voz única e pessoal.

O Ritual: é um filme que não inventa. No máximo oferece flashbacks, elementos ameaçadores e belas imagens das montanhas onde um grupo de quatro amigos se perdem ao render homenagens a um amigo falecido. Não é original, mas tudo é feito com convicção.

Vingança: pouco ou nada recomendável para quem gosta de verossimilidade no argumento, mas o feminismo até que ajuda, na quase hipérbole estética de pensamentos dos filmes do gênero.

Suspiria: o remake não é exatamente um dos melhores filmes de 2018, mas o seu inegável poder de imagens, suas referências ao gênero e tudo o que foi falado e escrito sobre ele valem a menção na lista.

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