filmes

Uma missão árdua, mas necessária.

Nos últimos 12 meses, todos nós fomos aos cinemas assistir histórias de todos os tipos e estilos. E agora, no apagar das luzes de 2017, publicamos a lista dos melhores filmes nesse período.

Os filmes mais divertidos, emocionantes ou impactantes estão representados aqui, de acordo com a minha opinião. Leve em conta o calendário brasileiro de estreias, já que alguns filmes são de 2016, mas só desembarcaram por aqui em 2017.

Vamos lá.

 

 

La La Land

Filme à moda antiga, mas com roupagem muito moderna. Nostálgico, romântico, musical e único. Funciona como o retrato de uma geração que sonha, mesmo com tudo perdido. Um empurrão para aqueles que não se rendem. Um brinde aos sonhadores. Se tornou um dos filmes mais importantes da minha vida, e marcou o início de um 2017 que é o ano mais importante da minha vida.

 

 

Manchester à Beira-Mar

Grandes interpretações combinadas com uma modéstia visual, que transmite a sensação de proteção aos personagens, respeitando suas dores, oferecendo espaço para eles brilharem. É a alta fidelidade à vida que conhecemos, com uma visão diferente de família e uma resolução harmoniosa e atípica, que poucos se atreveram a tentar no cinema.

 

 

Dunkirk

Independente do formato escolhido para ver o filme, Dunkirk não deixará de ser uma autêntica obra prima. Sua perícia no gerenciamento do tempo, sua atmosfera asfixiante e seu magnífico design de produção resultam a um filme impecável. Um dos mais importantes dos últimos tempos.

 

 

Moonlight: Sob a Luz do Luar

Um retrato da fragilidade masculina que sabe se valer de todos os problemas do protagonista para oferecer um delicado e interessante retrato de sua evolução vital. Combina perfeitamente o toque realista com um elemento lírico que se potencializa, de acordo com a ocasião exigida. Não é o meu favorito em 2017, mas é um filme único, reconheço.

 

 

Guardiões da Galáxia Vol. 2

James Gunn conseguiu o impossível: superar o seu sucesso anterior. Tem o humor do primeiro filme, mas é mais maduro e emocional. Cada detalhe foi revisado e supervisionado. A Marvel deu para Gunn mais liberdade e mais dinheiro, e o resultado é o que vimos. É tudo o que você sonha quando lhe vendem uma superprodução. Uma aventura única. É de filmes assim que Hollywood precisa.

 

 

Corra!

O primeiro filme de Jordan Peele recupera o potencial simbólico do cinema de gênero para lançar ao espectador uma ácida reflexão sobre os prejuízos raciais, combinando com dezenas de filmes de terror com mensagens satíricas que precedem conquistas visuais próprias dos mestres do cinema experimental.

 

 

Logan

Um filme sensacional, que está no Olimpo dos longas de super heróis. A despedida de Hugh Jackman como Wolverine não poderia ser mais emocional, empolgante, perfeita e, principalmente, deliciosamente violenta.

 

 

Planeta dos Macacos: A Guerra

Vai além de suas referências, interpretações, efeitos especiais e até além da saga original. Sua sensibilidade, senso de espetáculo, personagens redondos e um trabalho irretocável de seu diretor são apenas alguns fatores de uma equação com resultado surpreendente, que une arte e entretenimento para entregar um cinema perfeito. Reforça uma das trilogias mais sólidas e consistentes de todos os tempos.

 

 

The LEGO Batman Movie

Um dos filmes mais divertidos de 2017, e o melhor filme do ano com o Batman. Um senso de humor escrachado combinado com um espetáculo visual deslumbrante, com um retrato peculiar do Homem Morcego.

 

 

Baby Driver

Com alma musical do começo ao fim, a descabida ideia de um filme de quase duas horas de duração com uma quase perpétua coreografia, onde tudo (absolutamente tudo) se mova com o compasso da música. Tal empenho resultou em momentos de várias lições de adrenalina com imagens em movimento.

 

 

Blade Runner 2049

É um filme difícil e cheio de variantes. Lida melhor com grandes temas da metafísica de ficção científica, indo desde o que significa o ser humano, da escura melancolia da natureza órfã da alma do androide até a deriva existencial que isso provoca. Uma sequência digna, um banquete visual sombrio e cheio de capas, onde brota simbolismo e detalhes que precisam ser vistos mais de uma vez para serem compreendidos.

 

 

You Were Never Really Here

Um inclassificável drama de personagens, com um Joaquin Phoenix que não poupou esforços em mostrar os vários retratos da depressão, explosões de raiva e fúria e, ao mesmo tempo, com a delicadeza de um dos filmes mais demolidores (emocionalmente falando) do ano.

 

 

Coco

Apesar de um terceiro ato muito forte, a nova animação da Pixar é uma viagem onde cada minuto é impagável. Uma aventura divertida, terna e brilhante que, no ritmo da rancharia, emociona e leva às lágrimas, tal e como apenas os melhores filmes conseguem fazer.

 

 

Star Wars – Episódio VIII: Os Últimos Jedi

É um filme esteticamente impecável, com um ótimo ritmo, mas que, principalmente, muda os rumos da franquia para sempre. Tem a coragem de desconstruir personagens, toma decisões arriscadas, mas deixa o recado claro que tudo mudou, se abrindo para o novo, em consonância com a ideia de apresentar o novo proposta em O Despertar da Força. Para quem queria a mesmice, o filme incomodou. Para quem entende que o novo sempre prevalece, elegeu este o melhor filme de 2017.

 

 

Extraordinário

O filme faz jus ao título, mostrando não apenas a vida de um garoto que precisa se superar para ir além das aparências, mas também em como os que o rodeavam contavam com suas próprias marcas. Lida de temas atuais de forma direta, porém, sensível. Bullying, o cuidado de pais com filhos ausentes, preconceito e outras temáticas bem sérias são suavizadas na história da criança que sonhava em ser astronauta, mas também sonhava em ser uma criança normal.

 

 

O Rei do Show

O final de 2017 nos reservou um espetacular musical, que fala dos sonhos e da importância de ser (e aceitar) o novo e diferente para se destacar. Um filme absurdamente bem produzido, uma trilha sonora envolvente, um elenco extremamente talentoso e um Hugh Jackman mostrando mais uma vez porque é um dos melhores atores de sua geração.