Um artigo de Sharon Waxman do The Wrap revelou que três dos atores de maior prestígio de Hollywood na atualidade estavam cientes dos casos de assédio sexual do produtor Harvey Weinstein, inclusive impedindo que tudo viesse à tona 13 anos antes: Ben Affleck, Matt Damon e Russell Crowe.

De acordo com a jornalista, inicialmente se pensava que os incidentes de abuso sexual do fundador da The Weinstein Compay acontecia na maioria das vezes na Europa. De fato, a verdadeira função de Fabrizio Lombardo, suposto diretor da Miramax na Itália, era conseguir mulheres.

Mas a jornalista teria conversado com uma vítima em Londres, que teria sido obrigada a assinar um acordo de confidencialidade, que teria acontecido em grande parte com a ajuda de Damon e Crowe.

Apesar de Lombardo ser demitido da Miramax, Waxman publicou sua história no The New York Times, sem a menção do verdadeiro trabalho do italiano. Na época, John Landman, chefe de Waxman, afirmou que a história não era importante porque Weinstein não tinha um cargo público.

Damon negou ter conhecimento da conduta inapropriada de Harvey, e suas explicações foram aceitas por Waxman.

Ben Affleck, outro envolvido no olho do furacão, também afirmou desconhecer sobre o que estava acontecendo, mas ele foi desmentido por Rose McGowan, que foi atacada sexualmente por Weinstein há mais de 20 anos em um hotel em Utah, durante o Sundance Film Festival. Em 1996, ela recebeu uma compensação financeira de US$ 100 mil para não processar o produtor.

A polêmica resultou no bloqueio da conta da atriz no Twitter por 12 horas, seguido de um boicote em sua defesa organizado por mulheres contra o microblog em 13 de outubro.

Depois de McGowan, várias atrizes compartilharam suas experiências com o produtor: Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Léa Seydoux, Cara Delevingne, Ashley Judd e Kate Beckinsale, além de declarações públicas de Courtney Love e Mayim Bialik.

De acordo com o The Times, Weinstein pagou oito acordos financeiros para mulheres que o teriam acusado de assédio sexual no começo dos anos 90.

Weinstein hoje está fora da The Weinstein Company. Além dele, três dos nove membros do conselho diretivo denunciaram, e nesse momento a empresa negocia a venda de todos os seus ativos para o grupo de investimentos Colon Capital.

A Academia de Hollywood expulsou Harvey Weinstein por considerar as acusações contra ele “repugnantes, abomináveis e antiéticas”.

E a lista de homens e veículos que encobriram Weinstein deve aumentar nos próximos dias.