No mundo do cinema, a morte é apenas o começo. Então, a morte de Bernardo Bertolucci aos 77 anos em decorrência do câncer, é o início de sua eternidade. Um dos maiores diretores da história já era uma lenda viva. Agora, se torna um intocável.

Logo, é fundamental lembrar a genialidade desse diretor italiano, compilando os filmes considerados essenciais em sua obra. Aproveitamos e agradecemos por todos os seus serviços prestados ao cinema… apesar da manteiga.

 

 

La Commare Secca (1962)

Primeiro filme de Bertolucci, com roteiro de Pier Paolo Pasolini. Um intenso drama criminal em torno dos diferentes pontos de vista de uma série de testemunhas (quase todos marginais) de um crime.

 

 

O Conformista (1970)

Talvez o filme mais redondo de Bertolucci. Um Noir socio-político que quebra com a habitual narrativa do diretor para apresentar um protagonista camaleônico que se adapta a qualquer homem e mulher que lhe oferece o caminho mais fácil. A culpa, o crime e a política em plena efervescência.

 

 

O Último Tango em Paris (1972)

O famoso drama psico sexual que nossos pais assistiram pela curiosidade mórbida, mas que certamente saíram do cinema transformados. O romance entre um homem de negócios norte-americano e maduro com uma parisiense muito mais jovem ainda rende assunto meio século depois. É o filme que mudou para sempre a forma que usamos a manteiga.

 

 

1900 (1976)

Ao longo de suas ambiciosas cinco horas, há uma infinidade de oportunidades para perder expectadores. Seja pelas cenas de sexo explícito, seja pelo seu ritmo ou duração, ou seja pelos maus tratos aos animais, não é o filme recomendado para começar com Bertolucci. Destaque para os históricos trabalhos de Vittoria Storaro e Ennio Morricone.

 

 

O Último Imperador (1987)

A obra máxima de Bertolucci, especialmente em sua edição estendida com uma hora a mais adicionada aos seus 165 minutos. Um filme que deve ser visto apenas nos cinemas para absorver sua experiência por completo. A história épica de um dos momentos mais turbulentos da história de uma nação, e mais um impressionante trabalho de Vittorio Storaro.

 

 

Beleza Roubada (1996)

Para muitos de vocês, é a primeira experiência com Bertolucci nos cinemas. Um trabalho sólido que pode ter acabado em um delirante esquete, levando em conta que narra a história de uma jovem modelo norte-americana (Liv Tyler) que passa uma temporada na Toscana entre escultores e outros artistas que ficam obcecados com ela, enquanto ela pensa em como vai perder a virgindade.

 

 

Os Sonhadores (2003)

O último grande filme do diretor italiano se mostra como um poderoso canto à vida, com um elenco de primeira. Uma experiência erótico-dramática a altura da carreira de Bertolucci. É tão sexy, tão referencial e é tão bom, que por vários momentos se distancia do impacto. Diferente de 1900, pode ser a melhor forma de iniciar na cinematografia de um dos melhores diretores da história.