anitta

Quero deixar claro que não acho a Anitta a melhor cantora do Brasil. E, fãs da Anitta, achar isso não é crime no Brasil: meus 22 anos trabalhando com música me permitem opinar tecnicamente sobre a cantora.

Mas o assunto não é esse.

Fato é que: hoje, goste você ou não, Anitta é a maior cantora brasileira em atividade. E conseguiu isso por méritos próprios.

Entendam a diferença entre melhor e maior.

A melhor é aquela que oferece o maior conjunto de recursos técnicos para a parte do canto, entregando um resultado vocal de alta qualidade e precisão sonora.

A maior é aquela que tem a maior projeção na mídia, o maior engajamento dos fãs e a carreira melhor conduzida ou consolidada, tanto na vendagem de discos como na projeção nacional e internacional.

Agora que desenhamos a diferença entre as duas coisas…

Eu realmente não consigo entender por que tem tanta gente incomodada com esse sucesso da Anitta.

Olhando para os números frios (sim, teve gente séria que analisou o case da Anitta), é possível compreender sem grandes dificuldades o que a moça fez. Usou de estratégias de divulgação nas plataformas sociais semelhantes às adotadas antes por Rihanna e Beyoncé. Mas foi um passo além.

Ou vários.

Analisou os comportamentos de consumo das classes A a D, questionou o YouTube sobre o que ela estava fazendo de errado nas suas estratégias de divulgação (e se adaptou a isso), apostou na estratégia de não lançar um disco, mas sim um single por mês e, especialmente no caso de ‘Vai Malandra’, fez um clipe foda, com a galera da comunidade (do Vidigal), onde mostrou a verdade nua e crua.

Não escondeu nem a sua celulite.

E isso porque não estou falando as estratégias anteriores, que resultaram em uma Pablo Vittar conhecida pelo grande público, lançamentos de músicas no mercado internacional e a maior produtora de conteúdo do mundo no Instagram Stories.

 

 

Em resumo: Anitta trabalhou para isso, enquanto que muitos dos que criticam sua música e suas escolhas continuam no marasmo de suas vidas… criticando.

No lugar de ficar olhando para os lados e ouvindo críticas, a cantora foi fazer aquilo que ela acreditava ser certo e verdadeiro para sua carreira. Deixou o mimimi e o coitadismo de lado e investiu nela.

É o que falta para muito brasileiro por aí.

Insisto: você pode até não gostar do som que ela faz. Eu mesmo não sou fã.

Mas é inegável que ela foi muito mais longe do que muito palpiteiro de internet que eu conheço.

E em tempos onde o mundo digital impulsiona para o sucesso, Anitta venceu. E de goleada.