Tem gente que não sabe a diferença entre os dois termos (e se diz “especialista no mundo das séries”). Então, esse post é para ajudar a algumas pessoas (ou muita gente, dependendo do ponto de vista).

Qual é a real diferença entre um revival e um reboot?

Em tempos onde temos muitas séries que são ou uma coisa, ou outra (porque a criatividade na TV está morta e enterrada, ou pelo menos está nos serviços de streaming), é importante esclarecer o que cada termo quer dizer.

A linha pode ser tênue, dependendo da série e em como o canal de TV vai apresentar o conceito geral da trama. Logo, vamos tentar definir melhor essa linha, para que você possa identificar melhor os dois pontos.

Em termos simples:

REVIVAL: é a continuação da série original, com pelo menos alguns membros do elenco original.

REBOOT: é uma série que pode receber o título ou a premissa inerente de uma série original, mas com uma história própria, com novos personagens e um novo elenco. É a reformulação completa da história que já existia.

Temos vários exemplos de revivals que foram ao ar recentemente (Will & Grace, Roseanne, Arrested Development), além de Murphy Brown, que estreia na próxima fall season.

Já nos reboots, a CBS entregou vários nos últimos anos: Hawaii Five-0, MacGyver, Magnum P.I., Dynasty, One Day at a Time e Lost in Space.

Outros exemplos de revival? Dallas, Twin Peaks, Gilmore Girls…

Outros exemplos de reboots? Charmed, The Tick, Roswell, New Mexico…

Entre os dois termos, existem algumas grandes áreas cinzas históricas.

Por exemplo, 90210 (CW) e Melrose Place (CW) poderiam ser chamados de revivals e até sequels, mas são séries com histórias próprias que, de alguma forma, contam com pelo menos dois personagens do original. Logo, são reboots mesmo.

24: Live Another Day foi um revival, mas 24: Legacy, que apresentou um personagem completamente novo, é um reboot, mesmo contando com Tony Almeida e Edgard Stiles participando na série.

Outra área cinza está em The Conners (ABC), que nada mais é do que o revival de Roseanne sem a Roseanne Barr. Por conta desse detalhe, ela é chamada de SPINOFF, mas não deixa de ter a alma de revival por contar com o elenco que já estava na série.

O grande problema é que todos os principais canais dos EUA contam com reboots e revivals na grade de programação, e isso mata a criatividade na TV, tirando o espaço para a originalidade de novas histórias.