inclusion rider

Durante o seu discurso de agradecimento pela vitória como Melhor Atriz por Três Anúncios Para Um Crime, a atriz Frances McDormand colocou sobre a mesa um termo até então desconhecido pela maioria: inclusion rider.

McDormand começou seu relevante discurso pedindo para que se levantassem todas as mulheres indicadas a um Oscar na noite de ontem (4). E, com elas em pé, disse: “olhem ao redor de vocês… todas temos histórias que queremos contar e que precisam ser financiadas.”

McDormand pediu que tais mulheres não fossem convidadas para conversar sobre esses projetos nas festas, mas sim nos escritórios das produtoras. E finalizou o discurso reclamando o inclusion rider.

O termo rapidamente se tornou um dos mais buscados na internet nas últimas horas. Basicamente é uma cláusula contratual que obriga a diversidade racial e a igualdade de gênero no setor audiovisual.

McDormand reconheceu a importância da imprensa nesse processo, e que aprendeu o que o termo significa recentemente: “eu descobri o que era nessa semana. Sempre esteve disponível para todos que negociavam para fazer um filme. (…) Você pode pedir ou exigir pelo menos 50% de diversidade no elenco e time de produção.”

A atriz e roteirista Whitney Cummings (Whitney, 2 Broke Girls) também explicou o significado do termo em sua conta no Twitter, e esclareceu que “Devemos apoiar isso por milhões de motivos, mas se você não encontrar um, eu te dou: fará com que os filmes sejam melhores.”

O inclusion rider é um movimento similar ao que a empresária do mundo do espetáculo Stacy L. Smith começou a alguns anos, explicando a necessidade e conotações do buscar a igualdade contratual no The Hollywood Reporter.