blockbuster

Na verdade, nem precisa chegar nesse número. Mas colocamos essa bilionária por ser expressiva e mediática. De qualquer forma, esse é um parâmetro para posicionar um filme como um autêntico blockbuster.

Um “arrasa quarteirão” nas bilheterias é o sonho de qualquer estúdio. Mobilizar os fãs de cinema ou os fãs de uma determinada franquia é o objetivo final. Mesmo porque o que paga as contas de todo mundo é o dinheiro, e não os comentários do Rotten Tomatoes ou resenhas em blogs chinfrins como o meu.

Mas é importante ter em mente que ser um filme blockbuster não quer dizer que o seu filme é maravilhoso. Mas sim que ele cumpre com um dos objetivos mais importantes: atrair o público.

Entendo que um filme blockbuster tem esse propósito claro de fazer a máquina do cinema (e do dinheiro) girar. São os filmes que, pela popularidade, permitem a produção de filmes menores e mais conceituais, o que é algo muito positivo, pois abre a possibilidade de oferecer filmes para todos os gostos, de todos os estilos e formatos.

E, como disse um pouco antes, nos tempos atuais, nem podemos ser tão exigentes com os números. Não podemos cravar que os blockbusters globais estão restritos aos filmes que superaram essa marca de US$ 1 bilhão.

Em um momento onde a indústria dos videogames lucra mais do que a indústria do cinema (que tem que competir com um monte de coisas), é uma vitória quando um filme passa da casa dos US$ 800 milhões nas bilheterias globais.

Entendo que, para aquelas produções que contam com um orçamento na casa dos US$ 200 milhões, conseguem se pagar nos EUA (que é um objetivo ainda mais importante do que ser um blockbuster global) e consegue alcançar os tais US$ 800 milhões ao redor do mundo, o termo de “filme arrasa quarteirão” é bem adequado.

Mas, convenhamos… não é uma tarefa fácil. US$ 800 milhões é muito dinheiro.

Mal consigo imaginar quanto é. Mas dá para comprar muita pipoca com essa grana!