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Começou. Muita gente esperava por essa temporada, apenas pela curiosidade. Outros, pelo fato de entenderem que a série já não tinha mais o que contar. E tem aqueles que simplesmente gostariam que essa jornada durasse por mais tempo. Dexter começou a sua jornada derradeira no último domingo (30/06), e a partir de agora, vamos ver os últimos episódios de uma das jornadas mais impactantes da TV.

Quando a série estreou em 2006, a Showtime fez uma aposta de risco. Muitos críticos de TV nos Estados Unidos não acreditavam que a série pudesse dar certo. Afinal de contas, contava a história de um serial killer que matava serial killers (e algumas pessoas escrotas no meio do caminho). Muito se pensou na rejeição que o telespectador norte-americano poderia ter em relação ao tema, lidando com a morte de forma tão intensa.

E aconteceu exatamente o contrário.

Dexter foi um sucesso imediato por uma somatória de fatores pontuais. Para começar, a série é exibida na TV paga dos EUA, permitindo assim automaticamente uma maior liberdade criativa, além da possibilidade de abordar os temas mais adultos da forma mais direta e intensa possível. Segundo, a série é muito bem escrita e roteirizada na maioria das temporadas exibidas (e essa opinião pode variar de pessoa para pessoa), com um trabalho muitas vezes impecável nos argumentos apresentados na produção.

Terceiro: Michael C. Hall. O ator já tinha feito um trabalho excelente como coadjuvante em Six Feet Under (HBO), e quando teve a chance de ir para o papel de protagonista, deu ao Dexter Morgan a essência necessária para criar um serial killer que todos amaram ao longo das temporadas. Não consigo imaginar outra pessoas no papel principal da série, e boa parte do sucesso da série vem justamente da capacidade de Michael C. Hall em transformar o vilão em herói diante dos olhos do público, com um ar sombrio e, ao mesmo tempo, irônico.

Sem falar que a série não só se centrou em Dexter Morgan. Comprovamos a qualidade da produção quando nos importamos com os seus coadjuvantes. Desde a primeira temporada, Dexter nos apresentou personagens coadjuvantes fortes, que eram interessantes não apenas por ajudarem a compor a história, mas também por até mesmo ajudarem a trazer o protagonista a um limiar mais terreno, mais próximo do mundo dos normais.

Não posso me esquecer das participações especiais. Daqueles “vilões da temporada”, que por muitas vezes deram um toque especial à produção. Menção mais que honrosa para John Lithgow. Muitos entendem que Dexter acabou naquela temporada, que não precisava fazer mais nada. Não deixo de dar razão para essas pessoas.

Dexter cumpriu o seu papel na TV. Entra em sua temporada final para entrar para a história. Sem Dexter, a TV jamais receberia tão bem uma série como Hannibal (NBC), ainda mais na TV aberta. Logo, temos que agradecer. E torcer, para que essa última temporada seja digna desse legado já consolidado.