dunkirk

Dunkirk é um sucesso de crítica e público, arrecadando mais de US$ 300 milhões. Christopher Nolan entregou um dos filmes mais imersivos e comentados de 2017.

Agora, temos declarações que tornam esse segredo do sucesso ainda mais interessante. Depois de ser criticado por escrever roteiros muito explicativos, Nolan surpreendeu em Dunkirk com poucos diálogos, onde a ação e a reação muda dos personagens narram (quase) tudo o que acontece.

O cineasta queria ir além no processo, deixando de lado o roteiro. Em uma longa conversa com seu irmão, Jonathan, Nolan queria fazer algo diferente, não buscando a emoção através dos diálogos, pois esse era um recurso que ele já “dominava”. Ele acreditava que poderia rodar um filme sem roteiro, algo que Terrence Malick fez recentemente (se arrependendo da decisão).

Nolan afirmava que entendia o alcance, o ritmo e a história que ele queria abordar, por conta da simplicidade da geografia da trama. Ele queria simplesmente mostrar a história. Preparar o cenário e filmar.

Nolan expôs suas ideias para os seus colaboradores de sempre, Nathan Crowley (designer de produção e Emma Thomas (produtora e esposa de Nolan). Foi Emma quem fez ele mudar de ideia.

 

 

Emma olho para Nolan como se ele estivesse louco, e ali ele entendeu que sua ideia não ia funcionar. A partir dali, ele dedicou muito tempo planificando a estrutura que queria utilizar, mas uma vez terminado essa fase, ele escreveu o roteiro rapidamente.

Dunkirk é o roteiro mais compacto de Nolan, contando com apenas 76 páginas. Um detalhe que passa desapercebido: não deveríamos entender tudo o que os personagens falam, e essa técnica tinha como objetivo aumentar ainda mais o realismo da ação e da experiência imersiva.

Por fim, Nolan confessa que essa foi uma experiência, mas que ele voltará a redigir diálogos como tem feito nos seus recentes projetos.

 

Via THR