Divulgamos nessa semana que, para a alegria de muitos, a Netflix anunciou que a série Friends vai permanecer em sua plataforma (nos Estados Unidos e no Brasil) durante todo o ano de 2019. O acordo original previa a saída das 10 temporadas da comédia da NBC no serviço de streaming em 1 de janeiro de 2019.

Porém, Netflix e Warner Bros. Media (produtora de Friends) entraram em um acordo, e por pelo menos mais um ano os 236 episódios de uma das melhores séries de todos os tempos permanecem no serviço de streaming mais popular do mercado. Agora, bem sabemos que não existe almoço grátis nessa vida, e que algum dinheiro rolou para que as duas partes entrassem em um acordo.

E, nesse caso, muito dinheiro.

De acordo com o The New York Times, a Netflix vai pagar pelos direitos de um ano de exibição de Friends a bagatela de US$ 100 milhões. É basicamente um orçamento de um blockbuster para manter a série na plataforma de streaming, o que indica claramente que os assinantes do serviço estão entregando para a produção uma das maiores audiências nas reproduções por streaming.

Os números são espetaculares, e não apenas por serem inflados. Apenas para colocar em perspectiva, o acordo anterior (que garantia as 10 temporadas de Friends por quatro anos na Netflix, iniciado em 2015) foi fechado por US$ 30 milhões anuais. Ou seja, Ted Sarandos pagou em um ano o valor de três anos do acordo anterior.

É muito dinheiro, minha gente!

De qualquer forma, reforço o que eu escrevi ontem, quando foi anunciada a permanência de Friends na Netflix: já começa a economizar dinheiro para comprar o box com as 10 temporadas, pois bem sabemos que essa série não vai ficar para sempre nessa plataforma de streaming.

Tudo indica que, em 2020, a série protagonizada por Monica, Rachel, Phoebe, Joey, Chandler e Ross saia da Netflix para desembarcar no novo serviço de streaming da AT&T, uma vez que esta empresa agora pertence ao grupo Time Warner.

No Brasil, os acordos podem ser diferentes, e a série deve permanecer na Netflix em 2020. Vamos aguardar por notícias oficiais.

 

Via NYT