A Netflix está em negociações para adquirir a Albuquerque’s ABQ Studios, um dos estúdios de produção mais importantes do sul dos Estados Unidos.

Se a compra for concluída, a Neflix passaria a controlar 100% de todo o processo criativo de suas séries, sem depender de terceiros para absolutamente nada. Seria uma produtora independente, com estrutura própria.

Los Angeles ainda é um grande centro de produção do cinema e da televisão, mas outros pontos dos Estados Unidos também são prósperos para essa finalidade: Novo México (Breaking Bad, Godless) e Georgia (The Walking Dead, Vingadores: Guerra Infinita) podem ser mais atraentes por oferecerem isenções fiscais e incentivos financeiros para as produtoras.

A ABQ Studios conta com nove cenários no local, onde vários filmes e séries foram produzidas por lá, como Logan, Preacher, Better Call Saul e Os Vingadores.

 

 

A compra do estúdio (se vingar) vai permitir que a Netflix seja ainda mais eficiente e flexível com a produção de conteúdos originais, e isso pode ser um grande trunfo para seguir competindo com Amazon Prime, Hulu e o iminente serviço de streaming da Disney.

Em 2017, a Netflix estimou investimentos de US$ 7 bilhões em conteúdos originais apenas em 2018, com o objetivo final de oferecer nos próximos anos 50% de títulos originais no seu portfólio.

Sem falar que a Netflix pode gerar pelo menos 1.000 novos postos de trabalho por ano, podendo investir ainda mais dinheiro em produções originais ao longo da próxima década, apenas e tão somente com a redução dos custos nas parcerias com outras produtoras.

Será que agora vai?

Pois é. A Netflix segue dando duros golpes na mesa do mercado de streaming, olhando para o futuro. Há tempos defende que o futuro desse segmento de mercado está nos conteúdos originais, e esse investimento pontual com certeza vai ajudar (e muito) nesse processo.

Concorrência… tremei! A Netflix quer cada vez mais o controle de tudo.