Ontem a noite (4), a Netflix levou para casa o seu primeiro Oscar, com o documentário Ícaro. É uma conquista para uma empresa fundada em 1997 como um serviço de aluguel de vídeos, mas que hoje desenvolve produções capazes de competir com as melhores do setor.

O documentário é uma produção original, que aborda o tema da dopagem esportiva a nível internacional, com maior ênfase nos casos que respingaram nos atletas russos antes dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Investigando os casos russos, o documentário nos mostra como foi elaborado um dos maiores esquemas de dopping da história do esporte, com declarações exclusivas de alguns dos seus maiores responsáveis.

A Netflix aposta forte nas produções originais, que são muito populares em todo o mundo. Mas ainda faltava um acerto com os filmes. Isso começou a ser alcançado em 2017 com o polêmico Okja, que estreou no Festival de Cannes.

O primeiro sucesso veio com polêmica, já que muitos diretores não aceitaram o fato de filmes que não estrearam em uma sala de cinema receberem prêmios pensados no cinema. Porém, a Netflix ignorou as críticas, e apostou ainda mais dinheiro em produções próprias, anunciando um total de 700 produções originais em 2018.

Esse Oscar de Melhor Documentário confirma que a estratégia funciona, e que suas produções originais podem sim competir de igual para igual com grandes produções, algo que fará com que seus usuários continuem pagando para ver suas histórias.

As polêmicas não fizeram a Netflix dar um passo atrás para conquistar o mundo do entretenimento. Que venha a polêmica, pois os investimentos só vão aumentar. O Oscar de ontem foi o primeiro da plataforma, mas custa a acreditar que será o último.