cinema moviepass

Muitos culpam os serviços de streaming e a pirataria pela queda de 11% na frequência das salas de cinema nos Estados Unidos. Alguns alegam que o preço médio dos ingressos subiu demais. Pois bem, a MoviePass tem uma solução meio maluca, que pode atender as duas pontas do processo.

A MoviePass nasceu em 2011, e é um serviço de assinatura mensal para quem gosta de ir ao cinema. Teve vários sistemas de funcionamento nos Estados Unidos ao longo dos anos, mas hoje adota uma estratégia agressiva: o assinante pode ir ao cinema uma vez por dia, por apenas US$ 9,95 (aproximadamente R$ 30) por mês.

Parece o Netflix, né? E não é por acaso: o atual CEO da MoviePass é co-fundador da Netflix.

Mitch Lowe, co-fundador da Netflix, ex-presidente da Redbox e atual CEO da MoviePass, é quem aposta nessa proposta, que foi a base do serviço desde seu nascimento. A empresa paga o preço completo de cada bilhete na sala de cinema quando um dos seus usuários vai assistir a um filme.

Como nem todo mundo consegue ir ao cinema todos os dias, todas as assinaturas acabam cobrindo os custos de pagamento dos ingressos. É uma ideia ótima, mas que nunca deslanchou porque os planos de assinatura contavam com preços que flutuavam entre US$ 30 e US$ 50.

O plano de US$ 9,95/mês é o mais ambicioso até agora. Com ele, você pode assistir a um filme por dia em qualquer sala de cinema que aceita pagamentos pelo cartão de crédito ou débito. A sala de cinema não perde, pois o valor cheio do ingresso é pago, e o usuário pode ver 30 filmes por mês pelo preço de um.

O que a MoviePass ganha? Os dados dos usuários, como hábitos dos espectadores, que são vendidos para fins publicitários.

É claro que o serviço tem algumas restrições: a assinatura é intransferível, só é possível comprar os ingressos em pessoa, e o plano não cobre seções cm 3D ou IMAX. Mesmo assim, é um plano atraente até para quem só vê um filme por mês.

A venda de dados do MoviePass não é apenas para empresas de publicidade, mas também para anúncios nas salas de cinema e na internet. A assinatura do serviço deve ser feita via aplicativo para smartphones iOS e Android, e é assim que os dados dos usuários são monitorizados.

A ideia pode ser facilmente implementada em outros países, pois não depende da concordância das cadeias de cinema. Quem sabe no Brasil ele não acabe desembarcando um dia.

 

Via LifeHacker