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A Academia de Hollywood, responsável pela entrega do Oscar, anunciou a expulsão de Harvey Weinstein do grupo de membros, diante do escândalo de várias denúncias de assédio sexual envolvendo o executivo.

Ele é a segunda pessoa expulsa da Academia. O primeiro foi Carmine Caridi, por compartilhar o screener de vários filmes com um amigo, que acabou compartilhando o conteúdo na internet. O suposto delito de Harvey é bem mais grave, mas não demorou em aparecer as reclamações sobre protagonistas de outros escândalos que seguem como membros da Academia.

Membros como Roman Polanski, Bill Cosby, Mel Gibson e Casey Affleck estão no mesmo “quilate” de Harvey.

Por exemplo, Romanski foi condenado em 1977 por manter relações ilícitas com uma menor, e isso não o impediu de vencer o Oscar como Melhor diretor em 2003 por O Pianista.

Já Bill Cosby ainda efrenta uma série de acusações similares e até piores que as de Weinstein, com a diferença que, no seu caso, nenhuma grande estrela de Hollywood foi envolvida.

Já Gibson foi ignorado por anos por Hollywood depois de uma série de comentários ofensivos contra a comunidade judia sob o efeito do álcool.

Por fim, Affleck encarou um acordo extrajudicial com a produtora Amanda White e a diretora de fotografia Magdalena Gorka, depois de acusações recebidas por assédio sexual durante as filmagens de I’m Still Here.

Não só isso. Vale lembrar que Woody Allen foi acusado pela filha adotiva de Mia Farrow de ter abusado sexualmente dela quando ela tinha apenas sete anos de idade.

E com certeza muitos casos foram resolvidos com acordos extrajudiciais que jamais foram divulgados. Emma Thompson foi apenas uma voz que se levantou contra Weinstein, e essa era apenas a ponta do iceberg.

Resta saber se as coisas vão mudar a partir de agora, com a Academia de Hollywood atacando com veemência os casos que aparecerão a partir de agora, ou se vão agir de forma retroativa com os casos do passado.