
O cantor Gusttavo Lima, em entrevista ao senador e apresentador Jorge Kajuru, abordou sua posição política e explicou que não se considera um extremista. “Não é que eu sou de direita extremista, peraí, são valores que meu pai e minha mãe me ensinaram, eu não vou mudar isso. Eu não vou vender isso, mas sei viver cordialmente com todo mundo”, afirmou. Ele destacou ainda que respeita todas as classes e opiniões.
O sertanejo também comentou sobre a convivência com pessoas de diferentes ideologias políticas. “Meu melhor amigo é petista. Eu chego na casa dele, tem um boné do Lula autografado, e tá tudo bem”, revelou. Gusttavo reforçou que é possível ter amigos com pensamentos divergentes e que valoriza o respeito mútuo.
Em outro momento da entrevista, o artista lamentou a polarização política no Brasil. “Infelizmente o Brasil tá virando um campo de guerra”, desabafou. Ele ressaltou que sabe como a vida pode ser dura para todos, especialmente para quem enfrenta dificuldades. “Eu sou uma pessoa que vim do nada e sei quanto a vida é cruel. A gente tem que torcer para que as coisas deem certo para todo mundo.”
Sobre ser identificado como de direita, Gusttavo explicou que essa posição vem dos valores transmitidos por seus pais. No entanto, ele deixou claro que mantém boas relações com pessoas de todas as esferas políticas. “A quantidade de amigos que eu tenho no PT é impressionante. É sobre respeito, é isso que importa”, concluiu.
Gusttavo Lima chegou a ter a prisão preventiva
Em setembro, Gusttavo Lima teve sua prisão preventiva decretada pela juíza Andrea Calado da Cruz. Na ocasião, o Tribunal de Justiça de Pernambuco acusou o cantor de ocultar o recebimento de R$ 22 milhões referentes à venda de um avião particular. O valor teria sido pago pela empresa J. M. J. Participações LTDA, pertencente a José André da Rocha, proprietário da Vai de Bet, investigado por envolvimento com jogos ilegais.
A Balada Eventos e Produções, empresa do cantor sertanejo, também foi citada no caso. Segundo a polícia, ela teria atuado para “ocultar valores provenientes dos jogos ilegais da HSF Entretenimento Promoção de Eventos”, organização investigada por práticas ilícitas.
Apesar das acusações iniciais, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pediu, no mês passado, o arquivamento da investigação envolvendo Gusttavo Lima no âmbito da Operação Integration. O órgão apontou que não existem indícios concretos de como os valores teriam sido ocultados ou dissimulados durante a transação envolvendo a aeronave.
Segundo a decisão judicial, os R$ 22 milhões que estavam no centro da investigação teriam origem em atividades ilícitas, como jogos ilegais. Porém, o MPPE não encontrou provas suficientes para sustentar a acusação contra o artista, que agora está livre de implicações no caso.
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