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Poderíamos esperar de tudo no Grammys 2018: grandes performances musicais, discursos de agradecimento politizados, cachorrinhos e Hillary Clinton.

Mas o evento de ontem (28) mostrou isso e muito mais. Nesse post, compilamos os melhores momentos do evento, que durou 3h30 (WTF?), que mostrou o fantástico Kendrick Lamar no palco, James Corden com uma interação bizarra com Tony Bennett, e um monte de altos e baixos do evento.

 

Tudo começou com a performance espetacular de Kendrick Lamar. Foram cinco minutos de um medley com as músicas do seu mais recente álbum, DAMN., com força, muita presença de palco e um discurso político na medida certa.

Ah, sim… e teve o comediante David Chappelle como cereja do bolo, fazendo uma provocação sutil com o seu recente caso de censura em outros canais.

Outro grande acerto foi James Corden simplesmente ignorar um monólogo de abertura na sua segunda passagem como apresentador do Grammys. A única piada com diversidade funcionou, e foi com ele mesmo. E poder rir de si mesmo pode ser o segredo de tudo.

Por outro lado, Corden fez algumas piadas um pouco infelizes com alguns dos presentes. Jay-Z não gostou muito de algumas piadas. Também foi um pouco constrangedora a interação entre a lenda do jazz Tony Bennett e o rapper Kendrick Lamar (acompanhado de Rihanna) durante a entrega de prêmio de uma das categorias.

 

 

No meio de uma premiação que tinha como principal discurso o empoderamento feminino, o Grammys toma a infeliz decisão de dar dez passos para trás com a performance de Despacito, enchendo o palco com mulheres seminuas, rebolando sensualmente. Ah, sim, um detalhe importante: Justin Bieber não foi encontrado no palco nesse momento.

 

 

Para compensar, tivemos P!nk no palco, em um dos momentos mais impactantes, apesar de não contar com manobras acrobáticas vindas do céu. Um simples microfone, com calça jeans e top branco, a cantora fez uma performance muito honesta da música “Wild Hearts Can’t Be Broken”.

Outro erro do Grammys foi a adaptação do Carpool Karaoke de James Corden para o metrô de Nova York com Sting e Shaggy. Não funcionou, e pode até soar grosseiro com os moradores da cidade. Para aliviar, poucas coisas foram tão legais quanto ver Jerry Seinfeld entusiasmado por receber um cachorrinho como prêmio de consolação.

 

 

Mais um ponto alto da premiação foi o tributo às vítimas ao massacre de Las Vegas. Mesmo com a falha com o microfone de Maren Morris, recebemos uma ótima performance de “Tears In Heaven” de Eric Clapton.

Mas o melhor momento do Grammys foi a performance emocional de Ke$ha de “Praying”, ao lado de mulheres com vozes muito poderosas, como Cyndi Lauper e Andra Day. Ali, ela tornava pública a sua batalha legal contra o produtor musical Dr. Luke, acusado de assédio sexual. Foi a melhor forma de mostrar ao mundo a importância de movimentos como o Time’s Up.

 

 

Outro momento excelente da premiação foi a presença de Camila Cabello falando em defesa dos “Dreamers”, os jovens filhos de imigrantes ilegais norte-americanos, que nesse momento estão com os seus destinos em jogo nas mãos do legislativo norte-americano. Cabello é uma dessas imigrantes, filha de cubanos e mexicanos, nascida em Havana.

O momento épico do Grammys 2018 foi, sem sobra de dúvidas, o da foto abaixo. Sem mais comentários aqui.

 

 

Outro ponto positivo foi ver o Grammys com o seu momento Broadway (em Nova York, isso faz todo sentido). Ben Platt e Patti LuPone subiram o palco para o seu momento Tony Awards. Mais especial para LuPone, que basicamente se reconcilia com Andrew Lloyd Webber, um dos homenageados da noite, ao cantar “Don’t Cry For Me, Argentina”.

Bruno Mars cometeu uma gafe que pode lhe custar parte de sua simpatia, uma vez que ao subir ao palco para receber um dos prêmios reclamou que era um Grammys ‘com muitas baladas’. Sim… algumas delas eram para homenagear vítimas de massacres, menino Bruno!

Para compensar, Logic fez um baita discurso após a sua performance de “1-800-273-8255”. Foi ovacionado pelo peso político que seu discurso teve para os artistas lá presentes e, principalmente, para a audiência que assistia a premiação ao redor do mundo.

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