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Pode parar de se sentir culpado por nunca ter termo de ver Mad Men, Justified ou Game of Thrones. Você não tem tempo e nem um DVR para isso. E a culpa está bem longe de ser sua. O número de séries roteirizadas aumentou de forma assustadora nos últimos anos, onde mais e mais canais criam, distribuem e exibem séries.

Esse volume de novas produções é o mais alto de todos os tempos. Novos projetos são anunciados praticamente todos os dias, e não só na TV. As plataformas digitais (Netflix, Amazon, Xbox, PSN, Yahoo! Screen, etc) também investiram pesado nos últimos anos nas produções televisivas. Mas, para deixar tudo mais divertido, vamos colocar isso em um gráfico?

Uma nova análise realizada pelo canal FX e apresentado no TCA press tour mostra claramente como está ‘literalmente insano’ o volume das novas produções televisivas. Se por um lado isso é bom por conta do leque de opções que se abre para um público tão diversificado, por outro fica cada vez mais complicado para as pessoas consideradas ‘normais’ (os viciados em séries não são normais, e eu e você sabemos bem disso) acompanharem as séries de forma decente.

Usando os dados da Nielsen Ratings, o estudo mostra que em 2014, pelo menos 328 programas roteirizados foram ao ar pela primeira vez em todos os canais de TV aberta, via cabo e serviços de streaming nos EUA (a PBS não foi incluída nesse estudo).

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Os canais abertos estrearam 124 novas produções, enquanto que os serviços de streaming adicionaram 24 novas séries na nossa vida. Porém, a grande massa de novas produções vem dos canais pagos norte-americanos, que estrearam nada menos que 180 novas comédias, dramas e minisséries em 2014. Mais do que os canais abertos e serviços de streaming somados.

O gráfico revela que o número de novas séries roteirizadas dobrou em apenas cinco anos, e se pegarmos o ano de estreia de Mad Men (2007), esse volume triplicou. Desde o início desse século, o volume de novas séries aumentou em absurdos 683%. E isso em apenas 15 anos!

Talvez esse estudo também é a resposta do porquê os canais estão perdendo mais e mais audiência. E esses números tendem a ser ainda menores, já que a concorrência aumentou (ou o número de opções aumentou). Quem sabe não é a hora de mudar o formato de medição de audiência de uma vez por todas?

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