gossip girl

Eu vi essa série! Bom, até um certo ponto. E sem medo de ser feliz.

Quando comecei a assistir Gossip Girl, eu jamais fiz a associação com uma série de livros voltada para os adolescentes. Me interessou a proposta da perspectiva dos acontecimentos de Upper East Side a partir de uma blogueira. E, afinal, eu sou um blogueiro. Logo, é natural que eu me interessasse pela premissa.

E, no começo, tudo foi diversão: gostava de ver aqueles personagens que, no mundo real, nada teriam a oferecer ou agregar na sociedade. Mas que, no universo televisivo, faziam tanta coisa em um episódio que eu ficava cansado.

Ali, estava representado o sonho de uma geração de adolescentes, que queriam viver aquele universo, mas que, em muitos casos, se comportavam e pensavam como aqueles personagens. Entendo que Gossip Girl basicamente definia a audiência da CW daquela época. Por essência.

Hoje, bem sabemos que essa audiência cresceu um pouco, e está difícil achar uma série com a mesma proposta narrativa no canal. Porém, o DNA da CW moleque, CW pé no chão, está nessa série. E isso se prova quando vemos outras séries do canal inspiradas em livros para adolescentes durarem tanto.

 

 

Com o passar do tempo, Gossip Girl caiu no ridículo, teve versão Acapulco (maravilhosa, por sinal) e, no final, mostrou um dos “melhores” plot twists de todos: a garota do blog era o Dan (desculpa se joguei spoiler na sua cara, mas depois de tanto tempo após o fim, você mereceu).

Gossip Girl não é a melhor série da CW. Pelo contrário. Está bem longe disso. Mas é uma das séries icônicas do canal por diversos motivos.

Nesses dez anos de sua estreia, vemos como os membros do elenco principal consolidaram carreiras razoavelmente bem sucedidas, em uma série que ainda é lembrava por defensores e detratores. E essa relação de amor e ódio com Gossip Girl é o que reforça o sentimento do “a vida real não faz nenhum sentido”.

E a ficção também não precisa fazer de vez em quando. Bom, pelo menos para me divertir com roteiros absurdos e argumentos patéticos, não precisa mesmo.

De qualquer forma… #saudades de Gossip Girl.

XOXO.