Friends é uma das melhores e mais bem sucedidas comédias de todos os tempos. Não é uma série perfeita: se tornou datável, e alternou entre episódios ótimos e outros bem meia boca. Mas sempre foi uma série divertida (desde que você considere os valores éticos de 25 anos atrás).

Friends durou 10 temporadas com 236 episódios. Marcou a mudança do milênio com participações muito especiais, episódios trans-oceânicos, romances impossíveis e um sempre discutível senso de justiça em forma de cheques em branco para o seu elenco principal.

De qualquer forma, é um clássico das comédias. E a Warner e seus envolvidos seguem faturando alto com a produção.

Quase 1/4 de século depois de sua estreia (setembro de 1994), Friends continua a ser uma máquina de ganhar dinheiro. Suas vendas por streaming ou em formato físico gera mais de US$ 1 bilhão para a Warner e US$ 20 milhões para cada membro do elenco principal.

Tudo isso… por ano.

 

 

Logo, se você parar para pensar, todo o sucesso que Friends acumula até hoje resulta em fenômenos bem interessantes, como:

1) A possibilidade grande de Friends nunca mais sair da Netflix (a não ser que a Warner crie o seu serviço de streaming, ou feche um contrato muito mais vantajoso com uma concorrente direta da líder global nesse segmento, algo pouco provável);

2) A pouca preocupação de alguns membros do elenco principal não mais aparecerem tanto na TV ou cinema, porque simplesmente não precisam mais trabalhar (ganhar US$ 20 milhões por ano para não fazer nada é o sonho de muita gente);

3) O item que mais interessa aos fãs de Friends: nós NUNCA veremos um revival da série na TV, pois os tais US$ 20 milhões por ano são mais que suficientes para que os seis protagonistas não queiram voltar aos sets de filmagens para novos episódios (não é e nunca foi uma questão financeira, e seria uma loucura qualquer canal pagar para cada um dos seis amigos os US$ 2 milhões por episódio que a NBC chegou a oferecer para cada um deles por mais temporadas da série).