Os filmes liderados por mulheres arrecadaram mais nas bilheterias do que os filmes estrelados por homens entre 2014 e 2017, segundo um estudo da Shift7. A notícia é excelente, mas tem alguns asteriscos na informação.

Os responsáveis ​​pelo estudo, que visa melhorar o retrato das mulheres na mídia e no mundo do entretenimento, analisaram as 350 estreias de filmes que mais se destacaram entre 2014 e 2017, dividindo os filmes de acordo com seu custo: abaixo de US$ 10 milhões, entre US$ 10 milhões e 30 milhões, entre US$ 30 milhões e US$ 50 milhões, entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões e mais de US$ 10 milhões. O resultado obtido é que, independentemente do orçamento, as produções apoiadas pelas atrizes adicionam mais dinheiro que as outras.

Ao considerar que um filme foi encabeçado por uma mulher, o estudo levou em conta que o primeiro nome que aparece nas distribuições, nos press releases ou nos créditos emitidos pelos distribuidores é o de uma mulher. Isso é complicado de se estabelecer, porque às vezes o primeiro lugar é dado à estrela com mais cache, não a pessoa que dá vida ao personagem principal.

Por exemplo, Daisy Ridley é a heroína dos Episódios VII e VIII de Star Wars, mas seu nome não aparece em primeiro lugar (Harrison Ford e Mark Hamill, respectivamente, tiveram essa honra). Já Felicity Jones é mencionada primeiro em ‘Rogue One’, provavelmente graças à indicação ao Oscar por sua interpretação em A Teoria de Tudo.

 

 

Os filmes de maior bilheteria passam no Teste de Bechdel

Outra conclusão importante do estudo é que todos os filmes que ultrapassaram US$ 1 bilhão nas bilheterias (gloabis) passam no Teste de Bechdel. Ou seja: 1) pelo menos duas mulheres no filme; 2) duas mulheres conversando entre si; 3) o tópico da conversa não é um homem. Pode parecer algo fácil de conseguir, mas aparentemente apenas 57,8% dos filmes cumprem essas três regras simples.

Por trás do estudo está um grupo liderado pela atriz Geena Davis, as produtoras Amy Pascal e Liza Chasin, a agente da CAA Alexandra Trustman e a gerente da Shift 7, Megan Smith.

Esta é uma prova que o público quer ver todos na tela, e quem toma as decisões em Hollywood precisam prestar atenção ao estudo. Ver mulheres e meninas na tela não só é bom para todos, como também é um bom entretenimento e sinônimo de bons negócios.

 

Via Shift7