Faleceu aos 77 anos o diretor italiano Bernardo Bertolucci, um dos mais importantes e influentes diretores da história do cinema em todo o mundo.

Filho de poeta, roteirista, diretor, produtor, polêmico por natureza e autor por excelência, Bertolucci é admirado por todos por realizar verdadeiras obras primas da sétima arte como O Último Tango em Paris, Os Sonhadores, O Conformista e O Último Imperador, este último vencedor de nove Oscars.

Bertolucci faleceu em Roma, depois de um longo tempo enfrentando o câncer.

Sempre excessivo, sempre polêmico e sempre cinematograficamente preciso, o mestre italiano falava o idioma universal do cinema, e assim cativou gerações de espectadores muito diferentes, enquanto influenciava a muito outros cineastas e conquistava a crítica especializada.

Ele era um adolescente quando o vimos pela primeira vez em A Regra do Jogo, de Jean Renoir. Ali, sua vida já havia mudado para sempre. Bertolucci também fechou esse círculo no meio da década de 1970, quando recebeu um telefonema do diretor francês, já ancião, para conversar um pouco sobre cinema e demonstrar a sua admiração mútua.

Enquanto a doença que o devastava nos últimos anos de sua vida ganhava força, o diretor italiano pode se despedir da direção com Tu e Eu, um drama pesado, contundente, alinhado com os seus trabalhos e mostrando um certo continuísmo com o excelente Os Sonhadores, filme que uma nova geração de espectadores descobriram nele um diretor muito distante da majestosa visão de O Último Imperador.

É claro que a vida de Bertolucci terá sempre a mancha de sua postura com Maria Schneider, que foi vítima de uma violência na cena mais emblemática do filme com Marlon Brando. Isso também não será esquecido.

Mas é inegável que perdemos um dos grandes gênios da história do cinema. É uma perda enorme para todos os amantes do cinema, que perde uma de suas referências mais marcantes.

Descanse em paz.