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Nigel Lythgoe ainda não se conforma pelo fato dos votantes do Emmy Awards terem ignorado a “fantástica” temporada temporada de American Idol em 2013. O ex-produtor executivo manifestou no Twitter toda a sua indignação após o concorrente The Voice (NBC) ser anunciado como vencedor da categoria Melhor Reality Competition.

Vale lembrar que, apesar de American Idol não ser indicada (por motivos justos), Lythgoe ainda estava concorrendo na categoria, por So You Think You can Dance. Mesmo assim, o produtor se sentiu “chocado” com o anúncio do vencedor: “Estou chocado pela vitória de The Voice. Nem tanto por #SYTYCD, mas por #AmericanIdol”, publicou o produtor na rede social. E completa: “O primeiro, o melhor, e o programa que mudou a cara da TV”.

Lythgoe é co-criador e produtor executivo de So You Think You Can Dance, e expressou o seu total desapontamento que American Idol – que alcança a décima terceira temporada em 2013 – que era constantemente indicada na categoria (perdendo a maioria das vezes para The Amazing Race), sequer foi lembrada pelo Emmy Awards nesse ano. “Eu falo há 11 anos que American Idol mudou a cara da televisão ao redor do planeta, e o programa ainda não venceu um Emmy”, completa o produtor.

De forma irônica, American Idol foi lembrado na premiação de ontem (22) em dois momentos diferentes. O primeiro foi em uma esquete cômica, em uma paródia de How I Met Your Mother, que fazia uma campanha institucional do “The Ryan Seacrest Center For Excessive Hosting”. Depois, uma ex-vencedora de Idol, Carrie Underwood, fez um tributo aos Beatles, em comemoração aos 50 anos da histórica transmissão da primeira visita da banda britânica aos Estados Unidos (uma das maiores audiências da história da TV dos EUA).

Minha opinião sobre o assunto? Pois não.

Nighel Lythgoe precisa estabelecer critérios antes de fazer suas reclamações. O produtor foi merecidamente dispensado da produção executiva de American Idol em julho pelos executivos da Fox, que ficaram “um pouco insatisfeitos” com a audiência do programa na décima segunda temporada, exibida em 2013 – que teve “apenas” a pior audiência do programa desde sua estreia.

Além disso, é impossível indicar ao Emmy Awards um reality competition que deixou de lado os competidores para buscar holofotes através dos barracos na bancada de jurados (mais especificamente envolvendo Nicki Minaj e Mariah Carey – que, por sinal, não tinham a mínima capacidade técnica para orientar de forma adequada os finalistas na competição), além dos problemas explícitos entre os jurados e o mentor Jimmy Iovine (que também foi dispensado).

Sem falar que American Idol “envelheceu” junto com Nigel Lythgoe. O produtor de 64 anos de idade era responsável também pelas escolhas musicais do programa, e ao longo das semanas temáticas, deixou que o seu gosto musical predominasse em relação às necessidades de agradar ao público que acompanha o programa. O resultado disso foi um festival de temas absurdos, com músicas que não contavam com capacidade comercial junto ao público-alvo do programa, e que até mesmo prejudicaram alguns candidatos que poderiam avançar mais no show.

Para resumir: um programa com a temporada que American Idol apresentou em 2013 não pode ser indicado ao Emmy Awards. A revolta de Lythgoe é injustificada. Até porque The Voice pode não ser o melhor reality competition de 2013, mas por apresentar um programa de elevada qualidade musical, formato mais ajustado para os interesses comerciais, e principalmente, entregar uma audiência que American Idol não entrega mais, mereceu vencer.

Via THR