Desde 2010, tem um monte de gente enfurecida, decepcionada e confusa com o final de Lost. Oito anos depois, e os envolvidos seguem se explicando sobre o que aconteceu.

Evangeline Lilly (Kate), durante a sua participação na Dragon Con, teve que falar mais uma vez sobre o final da série. E ela, com toda a diplomacia do mundo, tentou defender as decisões tomadas.

Por fim, ela explica a sua visão sobre o episódio final:

“No final, você fica sentado, prendendo a respiração e pensando ‘com certeza agora eles vão nos dar uma resposta’. Bom, acontece que assim são quase todas as religiões. Se você quer uma resposta para o grande mistério da vida, vá à Igreja, converse com Deus ou busque as respostas você mesmo. O que a arte faz é devolver a bola para você, e pedir que você observe o que está assistindo, ouça o que está escutando, e o que sente. E logo depois olhe para o espelho de sua alma e compreenda o que tudo isso significa apenas para você.”

Lilly afirma que a graça de Lost é que, a cada semana, ela prendia a audiência, com finais de episódios que deixavam todos fazendo perguntas até o próximo episódio. E que todo esse processo era parte do seu encanto. Mais do que as respostas em si. Onde a resolução final estava nos processos de interpretação do espectador.

Ou seja, ela falou, falou, falou… e não disse nada. Ou melhor, saiu pela tangente. É a mesma coisa de dizer “não importa o ponto final, o que realmente importa é a viagem… chegar a algum lugar é o de menos”.

OK… explica isso para os fãs que ficaram putos com a explicação do “a ilha é uma rolha”…

Traduzindo tudo isso: se você não gostou do final de Lost, a culpa é sua, e o problema é seu.

 

Via Metro