Sinal dos tempos.

O consumo de TV paga nos Estados Unidos caiu drasticamente na última década. A Nielsen Ratings publicou um relatório de audiência do segundo trimestre de 2018, e os espectadores passaram 19% a menos de tempo consumindo a TV paga tradicional.

Hoje, um norte-americano médio gasta 27 horas do mês a menos diante da TV paga do que em 2010. Outra mudança importante é que os maiores de 50 anos ainda seguem acompanhando a TV, servindo de prêmio de consolação para os anunciantes.

Quando reduzimos a barra etária para entre 35 e 49 anos, a queda é acentuada (-23%), e em faixas mais jovens, o consumo caiu pela metade do tempo que era gasto por mês em 2010.

O responsável pela queda do consumo está nas plataformas de streaming, que diretamente ameaça o status quo atual da indústria televisiva mais importante do mundo. Não é o caso da TV desaparecer, mas o público está ligando cada vez menos a TV para assistir os canais tradicionais.

Vale lembrar que a TV a cabo é praticamente onipresente nos Estados Unidos, e em alguns lugares a cobertura via antena é nula. Bem diferente do que acontece no Brasil, por exemplo. A TV a cabo por aqui é para quem tem um maior poder aquisitivo (ou para quem optou pelo gatonet), mas os sintomas de queda de consumo são os mesmos. O nosso mercado de TV por assinatura não para de cair, e os serviços de streaming também são responsáveis por essa queda.

Além disso, o brasileiro médio também decidiu abraçar o streaming com força, e não falo apenas da Netflix. Serviços como Amazon Video, YouTube e até as soluções das próprias operadoras são muito adotadas pelos usuários locais.

Já o consumo televisivo em minutos está em clara tendência de queda. E por aqui, isso é reflexo de um sistema que não se renova, que mantém preços caros, planos pouco competitivos, e que agora disputa a atenção com a flexibilidade da internet. E de outras alternativas, já que algumas pessoas entendem que existe vida lá fora.

 

Via Nielsen