Jim Carrey

Jim Carrey sempre pode nos surpreender. Recentemente, ele deixou todos embasbacados com o curta-metragem I Needed Color, mostrando sua veia artística além da interpretação.

Agora, a sua recente entrevista concedida durante a New York Fashion Week é tão absurda, que se compara a um dos discursos de Rust Cohle em True Detective.

 

“Nada disso tem sentido, de modo que eu queria encontrar a coisa mais insignificante que existe, e me unir à ela… e aqui estou. Você deve admitir que isso aqui é bem insignificante. Você acredita nos ícones? Eu acredito em personalidades. Não creio que você exista, mas há um aroma maravilhoso no ar.”

 

Essas palavras antecederam uma dança de um ritual em torno da senhorita Sadler, que lidou com a situação com bom humor. E não parou por aqui, já que Carey mudou se discurso, questionando a natureza de nossa existência.

 

“Não creio em ícones. Não creio em personalidades. Creio que a paz faz mais além da personalidade, além do engenhoso e do engano, além do S vermelho que você leva no peito para repelir as balas. Creio que é algo mais profundo que isso. Creio que somos um campo de energia dançando para si mesmo. E não me importa.”

 

A entrevistadora até tenta mudar de assunto, na esperança que um buraco na Terra a engula imediatamente, falando sobre a roupa do ator para o evento.

Um erro infeliz, já que deu o gancho para a última reflexão de Carrey.

 

“Eu não me vesti, não há um ‘eu’. Há apenas coisas acontecendo… isso é o que há, não é nosso mundo. Nós não importamos, e essas são boas notícias.”

 

Brincadeiras à parte, não sabemos se Jim Carrey segue sofrendo as sequelas dos trágicos eventos que enfrentou ultimamente, e se os vícios derivados disso estão afetando seu comportamento a tal ponto.

Ou se ele fez uma performance para ser notícia.

Seja como for, temos que reconhecer que ele segue sendo único em sua espécie. Se é que ele pertence a alguma espécie.

 

Para ver a entrevista, clique aqui.