Desculpe a expressão que eu vou utilizar, mas a Disney “colocou na mesa” (entendedores entenderão). A apresentação oficial do Disney+, serviço de streaming concorrente direto da Netflix e similares, traz como grande diferencial o gigantesco catálogo de licenças que a empresa possui em quase 100 anos de vida.

Não estamos falando apenas de Disney. Estamos falando também de Marvel, da LucasFilm e da 20th Century Fox. Muito do que você gosta hoje no mundo do entretenimento pertence à Disney, e o Disney+ vai concentrar esse conteúdo, que deixa de ficar disponível em outras plataformas.

Logo, é mais do que natural que todo o setor de streaming comece a ficar com medo disso. Ainda mais agora que todos os principais detalhes da plataforma foram revelados, indo de catálogo até conteúdos exclusivos, passando pela disponibilidade e preço.

 

 

O que esperar do Disney+?

 

 

Por décadas, a Disney gerenciou as suas propriedades com mãos de ferro, limitando a sua exibição ou distribuição. Com o Disney+, isso muda radicalmente.

A miséria acabou, e a promessa é de oferta de conteúdo desde o lançamento da nova plataforma de streaming. Apenas no primeiro ano, teremos 7.500 episódios de séries clássicas, além de 400 filmes clássicos e outros 100 recentes para os assinantes do Disney+.

 

 

Séries e filmes originais do Disney+

 

 

– The Simpsons será exclusiva da nova plataforma de streaming
– Séries do Disney Channel (Hannah Montana, Lizzie McGuire, etc)
– Filmes de animação clássica da Disney (101 Dálmatas, Bambi, etc)
– Filmes da Pixar (Carros, Toy Story, Vida de Inseto, etc)
– Filmes live action (Piratas do Caribe, Mary Poppins, etc)
– Quatro filmes recentes da Marvel Cinematic Universe, a partir de Capitã Marvel
– A primeira e a segunda trilogias de Star Wars

 

 

Séries e filmes originais do Disney+

 

 

A principal aposta da Disney na nova plataforma está no conteúdo original. No seu ano de estreia, teremos 25 séries e 10 filmes originais e exclusivos para o serviço. Em cinco anos, a Disney quer oferecer mais de 50 séries originais.

Uma das novidades é Into the Unknown: Making Frozen 2, série documental que mostra todo o trabalho de produção para um dos filmes de animação mais esperados da Disney, Frozen 2. Outra série original é baseada no universo Toy Story, e um dos novos filmes é centrado em Phineas e Ferb, contando com os membros do elenco original da série.

Todo esse conteúdo exclusivo é baseado nas propriedades da Disney, onde todas as divisões vão participar da plataforma. Ainda é cedo para saber qual conteúdo da 20th Century Fox estará disponível, com exceção dos novos episódios de The Simpsons.

 

 

Marvel, muito além dos filmes

 

 

A Marvel vai usar o Disney+ como via de apresentação de séries que fazem parte do MCU, em alguns casos com os mesmos personagens e atores.

É o caso de Loki, protagonizada por Tom Hiddleston, que vai apresentar os eventos dos filmes a partir do ponto de vista do deus da enganação. Também teremos a chance de ver o protagonismo em personagens secundários, como é o caso de WandaVision, série focada em Visão (Paul Bettany) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen). E, tal e como muito especulado antes, The Falcon and the Winter Soldier, série live-action protagonizada por Anthony Mackie (Falcão) e Sebastian Stan (Soldado Invernal), está confirmada.

Além disso, a Marvel vai produzir a série de animação Marvel’s What If?, que mostra o que poderia ter acontecido se alguns eventos do MCU tivessem ocorrido de forma diferente. Já Marvel 616 será um documentário sobre o universo Marvel.

 

 

Star Wars, para os fãs

 

 

The Mandalorian, série do diretor Jon Favreu, vai estrear no Disney+ na primeira leva de lançamentos da plataforma, e vai centrar sua narrativa nos mercenários que pertenceram Jango e Boba Fett. The Clone Wars, série de animação ambientadas entre os prequels, recebe um revival com uma nova leva de episódios. Nessa mesma época se ambientará uma nova série prequel de Rogue One.

 

 

Remakes e continuações de histórias bem conhecidas

 

 

A Disney segue com sua loucura por remakes com novos filmes de A Dama e o Vagabundo e Merlim. Também não faltarão os típicos filmes natalinos e festivais.

Algumas licenças voltam com novas séries. Por exemplo, High School Musical ganhou um reboot em forma de série. Mas conteúdos originais também estão presentes, como em Diary of a Female President. Também teremos realitys, como em Be our Chef, para decidir quais pratos serão servidos na Disney World, e Rogue Trip, uma série de viagens.

É sempre bom lembrar que o National Geographic agora pertence à Disney, e desse canal vem duas novas produções originais. The World According to Jeff Goldblum é uma série documental onde o ator mostra um objeto aparentemente familiar para revelar um mundo de conexões assombrosas, ciência fascinante e um monte de grandes ideias. E Magic of Animal Kingdom é outro documentário que mostra cenários comentados por especialistas do cuidado animal, veterinários e biólogos no Reino Animal da Disney e no aquário SeaBase do Epcot Center.

 

 

Preço e disponibilidade do Disney+

 

 

O Disney+ terá um lançamento escalonado, estreando primeiro nos Estados Unidos em 12 de novembro. Os demais mercados terão que esperar um pouco mais, e a América Latina só deve receber a plataforma durante a fall season de 2020 (terceiro e/ou quarto trimestre de 2020). O serviço de streaming estará disponível em múltiplas plataformas, e será compatível com o Chromecast e o Android TV.

Nos Estados Unidos, o Disney+ vai custar US$ 7 por mês, ou US$ 70 por ano. Levando em consideração todo o conteúdo que tem, o preço é realmente tentador.

De novo: a Disney deu um baita “golpe na mesa”. Mal posso esperar para ver como será a reação dos demais competidores no segmento de streaming. E não deve demorar muito para uma resposta aparecer.

 

 

Via Disney