Bob Iger pode dizer o que quiser, mas o que ele quer mesmo é transformar a Disney Play em Netflix. E todo mundo sabe disso.

O nome do serviço de streaming da Disney foi anunciado no último final de semana. É um nome pouco original, é verdade, mas isso não é importante. O que realmente importa é entender a estratégia por trás da iniciativa.

Além de apostar na versatilidade de planos e valores, a Disney Play quer investir pesado em conteúdos originais. Tal e como a Netflix passou a fazer, depois de se consolidar como alternativa de streaming legalzona, que transmitia os conteúdos dos outros por um preço muito competitivo.

Agora, a Netflix tem como mensalidade o preço de um ingresso de cinema, e oferece um monte de conteúdos originais. Isso não apenas agrega valor ao serviço, como aumenta o numero de assinantes e, o mais importante, fideliza esses assinantes, que ficam na plataforma para conferir os conteúdos que só são exibidos lá.

Bob Iger já entendeu isso, e quer o mesmo com a Disney Play. E deixa o movimento bem claro quando torna exclusivo os direitos dos principais conteúdos da Disney, da Marvel e da Pixar. OK, ainda tem que brigar para recuperar a trilogia clássica de Star Wars que, no streaming, está nas mãos da TNT. Mas acho que é uma questão de tempo para a tal recuperação de direitos acontecer.

Se a Disney Play vai vingar como a Netflix vingou?

É difícil dizer sem ver o resultado final, mas as chances de tudo isso dar certo são enormes. Afinal de contas, estamos falando da Disney, certo?

Agora… esse papinho de que a Disney não quer ser a Netflix? Anhan… tá… conta outra, Bob Iger! É o que você mais quer.

Aliás, Disney, Amazon, HBO (apesar dessa última também negar o mesmo movimento)… todas querem virar a Netflix. Todas vão adotar o mesmo modelo de negócios. Todos vão apostar nos conteúdos exclusivos no streaming para convencer e conquistar os assinantes.

Que vença o melhor (ou a melhor relação custo/benefício).