A Disney e a Comcast Corporation anunciaram em comunicado que assumiram 100% do controle do serviço de streaming Hulu. O acordo tem vigência imediata e foi fechado em função da aquisição dos 300% que a NBCUniversal tinha de participação na plataforma.

O comunicado ressalta que o acordo de compra/venda prevê que, a partir de janeiro de 2024, a Comcast pode exigir que a Disney compre os ativos da NBCUniversal no Hulu, e a Disney pode exigir que a NBCUniversal venda esses ativos para a Disney pelo valor justo de mercado nesse momento futuro. Mas… o que essa compra significa na prática para o mercado de streaming.

A compra do Hulu fecha o círculo da empresa para cobrir todos os segmentos de entretenimento online. O Disney+ será para o conteúdo familiar, a ESPN+ para eventos esportivos, e o Hulu será centrado para uma audiência mais madura. O Hulu nasceu em 2006 como uma joint venture entre News Corporation, NBC Universal, Providence Equity Partners e a Disney, que subiu no bonde em 2009.

Inicialmente, o Hulu reprisava episódios de séries de TV dos sócios envolvidos. A plataforma foi um sucesso pois uniu pela primeira vez os conglomerados da TV tradicional para uma plataforma única de oferta de conteúdo pela internet nos EUA.

O Hulu iniciou as suas operações em 12 de março de 2008, e era gratuito, com anúncios. Depois, o Hulu Plus integrava temporadas completas em troco de mensalidade, e em 2010 era a segunda plataforma de vídeos nos EUA, ficando atrás apenas do YouTube. A versão paga permitia a visualização em set-top boxes, smart TVs, videogames, smartphones e tablets, além do navegador de internet.

Em 2017, o Hulu Live ofereceu o serviço de TV via IPTV, e nesse momento, só opera nos Estados Unidos e Japão, mas a compra da Disney pode resultar em uma expansão internacional do serviço.

 

 

Por que o Hulu é importante?

 

 

O Hulu é importante por causa da grande quantidade conteúdos, com direitos de distribuição de conteúdos de redes como A&E, Big Ten Network, Bravo, E!, Fox Sports 2, FX, PBS, NFL Network, Oxygen, RT America, Fox Sports, Esquire Network, SundanceTV, Syfy, USA Network, NBCSN, Onion News Network e os programas da NBC, ABC, Fox e Disney Channel.

É uma plataforma que também aposta nas produções originais desde 2011, como The Morning After, Battleground, The Fashion Fund e, é claro, The Handmaid’s Tale, que fez o Hulu vencer o seu primeiro Emmy. Sem falar que tem exclusivos importantes como South Park e a parceria com a Neon Alley, o que resultou em uma grande quantidade de animes na plataforma.

A ideia aqui é transformar o Hulu em uma força global, independente das possíveis perdas que a Disney pode ter no caminho. Não há detalhes revelando como isso vai acontecer além dos possíveis combos de serviços que são propostos (Disney+, ESPN+ e Hulu com preços reduzidos se assinados juntos).

A expansão internacional do Hulu deve acontecer a médio prazo, e dependeria das licenças de conteúdo para cada região, ainda mais agora que a NBCU continua como parte da equação.

Ainda resta esperar pela estreia do Disney+ em novembro nos Estados Unidos para conhecer melhor qual é a estratégia da Disney dentro do mercado de streaming. O qu está claro é que a empresa está levando esse segmento muito a sério.

E as pessoas na Netflix começam a suar frio.

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