Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch protagonizam Shippados (Imagem: Divulgação)
  • por Victor Hugo Morais

A Globo disponibilizou na semana passada, perto do Dia dos Namorados, a série Shippados em seu serviço de streaming, o Globo Play. A atração tem Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch.

De início, a sensação é a de que os autores Alexandre Machado e Fernanda Young emplacaram mais uma série ruim, já que a lista de produções sem graça deles nos últimos tempos é extensa, como Vade Retro, O Dentista Mascarado, Macho Man, Como Aproveitar o Fim do Mundo…

Responsáveis pelo sucesso Os Normais, os dois têm como último programa que valeu inteiramente a pena, Separação?, com Débora Bloch e Vladimir Brichta. Ou seja, de lá para cá se passaram 9 anos. Mas como Shippados está com sua primeira temporada inteiramente disponível, essa sensação de que a série não tem graça logo passa.

Shippados cresce ao longo dos episódios, especialmente a cada novo surto de Tatá Werneck. Ela grita, fala em meio a uma fingida tosse, fala rápido, enfim, repete os cacos que a tornaram conhecida e reverenciada no Brasil. E isso não é ruim, é o jeito que a humorista encontrou de fazer rir, o que não faz dela uma atriz sem talento.

Tatá também emociona, vai bem em cenas dramáticas. Seu grande momento nessa leva de Shippados é quando sua personagem acha que flagrou o namorado transando com outra. A cena é impagável.

Eduardo Sterblich também construiu muito bem Enzo, mais recatado, introspectivo, e fazendo o possível para acalmar a aloprada namorada. Ele mora com um casal de nudistas, vividos por Clarice Falcão e Luis Lobianco. Eles são a pedra no sapato de Rita, que detesta sua nova “melhor amiga”.

Os naturalistas

Mas vamos combinar que Brita e Valdir realmente não têm muita noção de absolutamente nada. Outro achado do enredo é Yara de Novaes, a mãe de Rita, “naturalista” (e aqui entra outro momento divertidíssimo e no qual ela se comportou como uma dama – sqn)

Aliás, o que torna Shippados ainda mais especial é o tom novelesco, já que trata sobre o início do namoro de Rita e Enzo, suas brigas (por causa dela, lógico) e acertos, e ainda a busca da protagonista por seu pai, contando com o “apoio sincero” da mãe.

O final, aliás, é muito bonitinho. O que comprova que além de fazer rir, Shippados emociona. Vale dar uma chance.

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