David Harbour em Stranger Things (Imagem: Divulgação/Netflix)

Depois de muita espera, a terceira temporada de Stranger Things finalmente chegou à Netflix no último dia 4 de julho. A grande maioria já teve a chance de maratonar a série durante o fim de semana, então o texto a seguir contém spoilers de todos os episódios, incluindo a finale.

Os irmãos Matt e Ross Duffer conseguiram superar as expectativas e muito mais. A terceira temporada trouxe 8 capítulos de qualidade, que tomam proporções cada vez maiores conforme a estória se desenrola, até chegar a um final épico e emocionante. Já no primeiro episódio, temos uma visão geral de onde cada personagem se encontra e cada arco que será desenvolvido posteriormente é estabelecido. Mesmo com os trailers, ainda é um pouco chocante ver o quanto o elenco infantil cresceu. Mike, Eleven, Dustin, Lucas, Will e Max agora são adolescentes, e com isso, seus interesses e preocupações mudaram. O design, cinematografia, trilha sonora e figurinos continuam impecáveis, e juntos são um mergulho completo nos anos 80.

Colocar Hopper (David Habour) e Joyce (Winona Ryder) na estrada, no estilo comédia policial, rendeu ótimos momentos, mesmo que ainda não tenha sido dessa vez que vimos os dois se tornarem um casal. Will (Noah Schnapp), por sua vez, tenta superar os acontecimentos da segunda temporada se agarrando a um passado feliz, enquanto os colegas estão ocupados com problemas amorosos. A decisão de transformar a pequena Erica (Priah Ferguson) em uma das personagens principais foi muito acertada, e proporciona cenas hilárias em companhia de Steve (Joe Keery), Dustin (Gaten Matarazzo) e da novata Robin (Maya Hawke).

Billy (Dacre Montgomery) como uma extensão da criatura vinda do mundo invertido foi uma ótima ideia. As cenas entre ele e Eleven (Millie Bobby Brown) foram alguns dos pontos mais altos da temporada, e conhecer os traumas do seu passado trouxe ainda mais peso ao seu triste destino no último episódio. O monstro da vez, um amalgamado de dezenas de vítimas de Hawkins, funciona bem, com cenas de virar o estômago. Mas a maior surpresa foi sem dúvida a morte de Hopper na finale, se sacrificando para salvar a todos e servindo como um catalisador ainda maior para mudanças que já estavam em curso. Entretanto, especula-se que tudo não passa de uma ilusão, devido à cena pós-créditos, e espera-se que o xerife retorne dos mortos, juntamente com os poderes de Eleven.

Evolução

Muito mais violenta e abordando temas adultos de forma bem mais direta, a série retorna para deixar claro que a infância está cada vez mais longe. Seja com Mike e El como namorados que não se desgrudam, seja discutindo feminismo e o lugar da mulher no mercado de trabalho, ou ainda com a sua primeira personagem LGBTQ; Stranger Things evoluiu e está mais confiante em suas escolhas. A sensação é que a próxima temporada poderá ser a última, fechando uma narrativa que, apesar da ação e dos monstros, sempre colocou os personagens em primeiro lugar.

 

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